<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-14940320</id><updated>2011-04-21T16:46:24.821-03:00</updated><title type='text'>Duvido!!</title><subtitle type='html'>- Crítica, Opinião, Contestação e Ceticismo</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://duvido.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14940320/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://duvido.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Douglas Donin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10151554364724990596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://site.gravatar.com/images/files/thumbs/9672.jpg?961953'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>23</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14940320.post-114323550419693310</id><published>2006-03-24T18:24:00.000-03:00</published><updated>2006-03-24T18:25:04.246-03:00</updated><title type='text'>Afegão pode ser condenado à morte por ser cristão</title><content type='html'>&lt;table align="right" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="208"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td rowspan="2" bgcolor="#ffffff"&gt;&lt;img src="http://www.bbc.co.uk/f/t.gif" alt="" border="0" height="1" width="5" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;div&gt;&lt;img src="http://www.bbc.co.uk/worldservice/images/2006/03/20060320205950afeganistao.jpg" alt="Ansarullah Mawlazezadah " height="270" width="203" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="caption"&gt;Juiz segura bíblia que diz pertencer ao acusado&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;!-- st_story --&gt;&lt;div class="storytext"&gt;&lt;b&gt;Um homem afegão pode ser condenado à morte por ter se convertido do islamismo para o cristianismo.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="storytext"&gt;Abdul Rahman está sendo julgado na capital, Cabul, por rejeitar o islamismo e pode ser condenado pela lei islâmica &lt;i&gt;sharia&lt;/i&gt; caso não volte atrás.&lt;/p&gt;&lt;p class="storytext"&gt;Ele se converteu há 16 anos, enquanto trabalhava ajudando refugiados no Paquistão. Rahman foi denunciado por sua família em meio a disputas pela guarda de seus dois filhos.&lt;/p&gt;&lt;p class="storytext"&gt;&lt;!-- end_story --&gt;Quando foi preso no mês passado, Rahman carregava uma bíblia.&lt;/p&gt;&lt;p class="storytext"&gt;O juiz Ansarullah Mawlazezadah disse à BBC que pedirá que Rahman, de 41 anos, reconsidere sua conversão. &lt;/p&gt;&lt;p class="storytext"&gt;"Nós vamos convidá-lo de novo porque a religião do Islã é tolerante. Nós vamos perguntar se ele mudou de idéia. Se isso ocorrer, vamos perdoá-lo", afirmou.&lt;/p&gt;&lt;p class="storytext"&gt;&lt;b&gt;Sharia&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="storytext"&gt;O juiz disse que, caso Rahman se recuse a voltar ao islamismo, seu estado mental será considerado antes que ele seja condenado sob &lt;i&gt;sharia&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p class="storytext"&gt;O julgamento deve durar cerca de dois meses, ainda segundo Mawlazezadah.&lt;/p&gt;&lt;p class="storytext"&gt;Acredita-se que esse é o primeiro julgamento do tipo no Afeganistão, refletindo as tensões entre clérigos conservadores e reformistas.&lt;/p&gt;&lt;p class="storytext"&gt;De acordo com o correspondente da BBC em Cabul, Mike Donkin, os reformistas, como os membros do governo do presidente Hamid Karzai, querem um sistema legal mais secular e liberal. &lt;/p&gt;&lt;p class="storytext"&gt;Mas a Constituição afegã é baseada na &lt;i&gt;sharia&lt;/i&gt; e dificulta qualquer intervenção dos reformistas.&lt;/p&gt;&lt;p class="storytext"&gt;&lt;b&gt;Direitos humanos&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="storytext"&gt;A Comissão Afegã de Direitos Humanos fez um apelo para um melhor equilíbrio no judiciário, com menos juízes defendendo a &lt;i&gt;sharia&lt;/i&gt; e mais profissionais com visões legais diversificadas. &lt;/p&gt;&lt;p class="storytext"&gt;Vários jornalistas foram processados por blasfêmia no Afeganistão pós-Talebã.&lt;/p&gt;&lt;p class="storytext"&gt;O editor de uma revista sobre direitos das mulheres chegou a ser condenado à morte por insultar o Islã no ano passado, mas foi libertado por causa da enorme pressão internacional e por ter pedido desculpas.&lt;/p&gt;&lt;p class="storytext"&gt;Observadores dizem que a execução de um cristão abriria um significativo precedente de interpretações conservadoras da &lt;i&gt;sharia&lt;/i&gt; no Afeganistão.&lt;/p&gt;&lt;p class="storytext"&gt;A decisão também poderia revoltar os países ocidentais que ajudaram a colocar Karzai no poder e contribuem com milhões de dólares ao Afeganistão.&lt;/p&gt;&lt;p class="storytext"&gt;O escritório de Karzai divulgou que o presidente não vai intervir no caso.&lt;/p&gt;
Fonte: &lt;a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2006/03/060320_afeganistaocristianismoir.shtml"&gt;BBC&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14940320-114323550419693310?l=duvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14940320/posts/default/114323550419693310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14940320/posts/default/114323550419693310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://duvido.blogspot.com/2006/03/afego-pode-ser-condenado-morte-por-ser.html' title='Afegão pode ser condenado à morte por ser cristão'/><author><name>Douglas Donin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10151554364724990596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://site.gravatar.com/images/files/thumbs/9672.jpg?961953'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14940320.post-114280963297455994</id><published>2006-03-19T20:06:00.000-03:00</published><updated>2006-03-19T20:07:12.986-03:00</updated><title type='text'>Evangélicos são presos por agredir mãe-de-santo</title><content type='html'>&lt;a onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI924937-EI306,00.html" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;Sábado, 18 de março de 2006, 19h25

Dois camelôs foram presos ontem, em Salvador, acusados de xingar e tentar agredir uma mãe-de-santo. Valdinei Dias Santos e Walter da Conceição Ribeiro, evangélicos da Assembléia de Deus, teriam dito a Jaciara Ribeiro dos Santos o bordão dos evangélicos "Jesus lhe ama" e ouvido "Ogum também" em resposta da seguidora do candomblé.
Irritados com a resposta, eles teriam começado a agredir a mulher. Os dois foram autuados por preconceito e intolerância religiosa e podem ser condenados a até três anos de prisão.
No ano passado, segundo o Estado de S. Paulo, Jaciara Santos ganhou, na Justiça baiana, uma ação indenizatória de R$ 1 milhão contra outra igreja evangélica, a Universal do Reino de Deus, por usar uma foto de sua mãe em uma matéria considerada ofensiva ao candomblé.

Fonte: &lt;a href="http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI924937-EI306,00.html"&gt;Terra&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14940320-114280963297455994?l=duvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14940320/posts/default/114280963297455994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14940320/posts/default/114280963297455994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://duvido.blogspot.com/2006/03/evanglicos-so-presos-por-agredir-me-de.html' title='Evangélicos são presos por agredir mãe-de-santo'/><author><name>Douglas Donin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10151554364724990596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://site.gravatar.com/images/files/thumbs/9672.jpg?961953'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14940320.post-114168100392832285</id><published>2006-03-06T18:35:00.000-03:00</published><updated>2006-03-06T18:44:48.153-03:00</updated><title type='text'>Ex-gays forçam conversão de garoto de 5 anos nos EUA</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;a name="1141399987"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;img src="http://glsplanet.terra.com.br/artigoraro/imagens/rcohen02.jpg" align="left" /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; O movimento dos ex-gays nos EUA está focalizando sua  força-tarefa antigay em jovens. É o que reporta a organização ativista National Gay and Lesbian Task Force.
A técnica chamada de "prevenção" está sendo disseminada pelos antigays "Exodus International" e "Focus on the Family".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Estes métodos (foto do livro de um psiquiatra ex-gay) são pro&lt;/span&gt;ibidos pela Associação de Psiquiatria Americana que aboliu a menção (e o tratamento) à homossexualidade como doença há varios anos.
Segundo as denúncias reportadas, os ex-gays tentam convencer aos pais de que o filho gay independente de sua vontade, dever ser convertido antes que seja tarde, "porque a homossexualidade é uma doença mental.". &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Um dos mais ultrajantes casos é o de um garoto de 5 anos de idade, que foi submetido à terapia de conversão por uma diagnose de "pré-homossexualidade."&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;O caso envolve um psicólogo que afirma que sua teoria é científica, disse Jason Cianciotto, diretor do grupo ativista.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Um estudo com 202 pacientes de "conversão" publicado em 2002 mostrou que 176 participantes relataram dor, depressão, isolamento social e tentativa de suicídio após o "tratamento".
O estudo revelou inclusive uso de falso testemunho e informações deturpadas para convencimento dos homossexuais. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;"É repugnante e altamente perigoso este meio de demonizar jovens pela promoção deste tipo de manipulação", acusou Matt Foreman, diretor-executovo dpo grupo National Gay and Lesbian Task Force. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;As revelações foram feitas em Miami em conjunto com apoiadores do festival Winter Party.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://glsplanet.terra.com.br/cgi-bin/viewnews.cgi?category=8&amp;amp;id=1141399987"&gt;Terra&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14940320-114168100392832285?l=duvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14940320/posts/default/114168100392832285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14940320/posts/default/114168100392832285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://duvido.blogspot.com/2006/03/ex-gays-foram-converso-de-garoto-de-5.html' title='Ex-gays forçam conversão de garoto de 5 anos nos EUA'/><author><name>Douglas Donin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10151554364724990596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://site.gravatar.com/images/files/thumbs/9672.jpg?961953'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14940320.post-114071377345473667</id><published>2006-02-23T13:15:00.000-03:00</published><updated>2006-02-23T13:56:13.506-03:00</updated><title type='text'>Boataria bizarra - III</title><content type='html'>Esta enganou muita gente, até mesmo certas revistas de divulgação científica do país:

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&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;AIDS: A Grande Trapaça&lt;/span&gt;
 por David Icke
HIV não causa Aids. HIV não causa nada.
Uma declaração cambaleante dado o exagero e aceitação pelo estabelecimento científico e, através deles pelo público, de que o vírus HIV é a única causa da Aids.
O HIV é um vírus fraco e não afeta o sistema imunológico.
E a Aids não é transmitida sexualmente. Há dois tipos principais de vírus.
Usando a analogia do avião, você poderia chamar um destes vírus de "piloto".
Ele pode mudar a natureza de uma célula e deixá-la doente.
Isto normalmente acontece muito depressa depois que ele a infecta.
E então há o vírus "passageiro" que vive fora da célula, entra pra dar uma volta, mas nunca afeta a célula ao ponto de causar doenças. O HIV é um vírus passageiro!
Então como diabos ele conseguiu o título de vírus mais ameaçador do mundo?
A pessoa que anunciou que o HIV causava Aids foi um americano, o Doutor Robert Gallo. Desde então ele tem sido acusado de má-conduta profissional, o seu teste foi exposto como fraudulento, e dois dos executivos do seu  laboratório foram considerados culpados de infrações criminais.
Dezenas de milhares de pessoas fazem testes para anticorpos de HIV todos os anos e Dr Gallo, que patenteou o seu "teste", ganha royalty por cada um deles.
Luc Montagnier, o sócio de Gallo na teoria HIV-causa-Aids, admitiu em 1989: "O HIV não é capaz de causar a destruição do sistema imunológico que é visto em pessoas com Aids".
Quase 500 cientistas ao redor mundo concordam com ele.
Assim como o Dr. Robert E Wilner, autor do livro "A Decepção Mortal.
A Prova de que Sexo e HIV não Causam Aids".
O Dr. Wilner até mesmo injetou o vírus HIV em si mesmo em um programa de televisão na Espanha para apoiar as suas reivindicações.
Outros doutores e autores chegaram às mesmas conclusões, entre eles Peter Duesberg PhD e John Yiamouyiannis PhD, no livro deles, "Aids: A Boa Notícia é que o HIV não Causa essa doença. A Notícia Ruim é que "Drogas Recreativas" e Tratamentos Médicos Como o  AZT Causam". Este é um título longo, mas resume a situação.
Pessoas estão morrendo de Aids por causa dos tratamentos usados para "tratar a Aids!
Isso funciona assim: agora é aceito pelo estabelecimento e pelas pessoas que o HIV causa Aids, o sistema construiu este mito em cima do seu diagnóstico e "tratamento".
Você vai para o doutor e lhe dizem que seu teste de HIV deu positivo (positivo somente para os anticorpos do HIV, na verdade eles não fazem o teste para o próprio vírus).
Por causa da propaganda, muitas pessoas já começam a morrer emocionalmente e mentalmente quando lhes dizem que eles são HIV-positivos.
Eles foram condicionados a acreditar que a morte é inevitável.
O medo da morte os leva a aceitar, freqüentemente até exigir, os altamente exagerados "tratamentos" que supostamente vão parar a manifestação da Aids (Mas eles não vão).
O mais famoso é o AZT, produzido pela organização Wellcome, possuída pelos... espere por isto, Rockefellers, uma das principais famílias manipuladoras na Nova Ordem Mundial (NWO).
O AZT foi desenvolvido como uma droga anti-câncer para ser usada em quimioterapia, mas foi considerado muito tóxico até mesmo para isso!
O efeito do AZT no "tratamento" do câncer foi o de matar células - simplesmente isso - não só matar células cancerosas, mas também células saudáveis.
A questão seguinte (e isto é aceito até mesmo pelo estabelecimento médico), era: o AZT mataria as células cancerosas antes que tivesse matado tantas células saudáveis que matasse o corpo? Esta é a droga usada para "tratar" o HIV. Qual é o seu efeito?
Ele destrói o sistema imunológico, CAUSANDO assim a Aids.
As pessoas estão morrendo do tratamento, não do HIV.
Aids é simplesmente o colapso do sistema imunológico para o qual há infinitas causas, nenhuma delas é sexualmente transmissível.
Essa é outra trapaça que tem rendido uma fortuna para os fabricantes de preservativos e criado um medo enorme ao redor da expressão de nossa sexualidade e da liberação e expansão de nossa força criativa.
O que tem acontecido desde A Grande Trapaça é que agora qualquer um que morre por causa de uma fraqueza no sistema imunológico é dito ter morrido do abrangente termo, Aids.
Isso é até mesmo posto no diagnóstico.
Se você é HIV positivo e morre de tuberculose, pneumonia, ou 25 outras doenças não relacionadas, agora conectadas pelos Trapaceiros à "Aids", você é diagnosticado como tendo morrido de Aids.
Se você não é HIV positivo e morre de um dessas doenças, você é diagnosticado como tendo morrido dessa doença, e não Aids.
Isso manipula o quadro diariamente para indicar que só HIV-positivos morrem de Aids.
Isso é uma mentira.
Muitas pessoas que morrem de Aids não são HIV-positivos, e a razão para que o número das mortes causadas pela Aids não tenham subido às nuvens como o predito, é que a grande maioria das pessoas diagnosticadas HIV-positivas nunca desenvolveram Aids. Por que?
Porque o HIV não tem nada a ver com a Aids.
Qualquer coisa que destrói o sistema imunológico causa Aids, e isso inclui as chamadas drogas recreativas. A vasta maioria das mortes nos Estados Unidos envolvem homossexuais, e isto perpetua o mito de que a Aids tem algo a ver com sexo.
Mas os homossexuais no EUA estão entre os maiores usuários das drogas que doutores genuínos têm ligado à Aids.
Prostitutas que freqüentemente tomam drogas pegam Aids, prostitutas que  invariavelmente não tomam drogas não adquirem Aids.
A elevação da Aids nos Estados Unidos corresponde perfeitamente com o aumento no uso de drogas - a maioria das quais são disponibilizadas às pessoas nas ruas através de elementos dentro do Governo dos EUA, incluindo Bill Clinton e George Bush.
Na África, o colapso do sistema imunológico, agora conhecido como Aids, é causado por falta de boa comida, de água limpa e pelos efeitos gerais da pobreza.
Hemofílicos não morrem por causa de sangue infectado com HIV, eles morrem, da mesma forma que eles faziam antes da fraude Aids, de um erro no próprio sistema imunológico deles. O sistema imunológico deles ataca proteínas externas no sangue infundido, e em raras ocasiões ele pode ficar confuso durante esse processo e atacar a si mesmo.
O sistema imunológico deles, em efeito, comete suicídio. O HIV é irrelevante pra isso.
Contudo quantas pessoas que hoje foram diagnosticadas HIV-positivas estão tendo as suas vidas destruídas pelo medo de que os sintomas da Aids começarão a qualquer momento?
O AZT é o assassino. Não há um único caso do AZT revertendo os sintomas da Aids.
Como poderia? Ele os está causando, pelo amor de Deus.
A indústria da Aids vale agora bilhões de libras por ano e faz uma fortuna inimaginável para a indústria de drogas controlada pelos Rockefellers e pelo resto da Elite Global.

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David Icke, o autor deste "alerta", é um ex-jogador de futebol americano que dedica a vida a expor as nefastas conspirações dos Illuminati, segundo ele alienígenas reptilianos capazes de trocar de forma, que ocupam posições nos governos ao redor do globo, diretamente ou por meio de peões com sangue alienígena, como a Família Real Britânica, os Rockefeller, os Bush (George Bush, o pai, seria um alienígena puro capaz de controlar pensamentos, bem como a mente por trás do tráfico de drogas americano), os DuPonts e outras famílias influentes.

O &lt;a href="http://www.cetico.hpg.ig.com.br"&gt;Dicionário Cético&lt;/a&gt; fala sobre Icke no verbete sobre os &lt;a href="http://www.cetico.hpg.ig.com.br/illuminati.html"&gt;Illuminati&lt;/a&gt;:
&lt;p style="font-style: italic;" align="center"&gt;&lt;span style="color:#800000;"&gt;&lt;b&gt;"David Icke&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-style: italic;"&gt;David Icke, outro guru dos Illuminati, recebe         mensagens de "répteis-Illuminati" alienígenas         que explicam a ele coisas como o calendário gregoriano.&lt;/p&gt;         &lt;blockquote style="font-style: italic;"&gt;             &lt;p&gt;&lt;span style="color:#800000;"&gt;&lt;b&gt;O enredo inteiro foi             planejado séculos atrás porque os répteis, que             operam a partir da quarta dimensão inferior, e na             verdade qualquer que seja a força que os controle,             têm uma versão do "tempo" muito diferente             da que nós temos, logo eles podem ver e planejar a             linha de "tempo" tridimensional de uma             maneira que aqueles em uma forma tridimensional não             podem. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.davidicke.com/icke/articles/illrituals.html"&gt;&lt;span style="color:#800000;"&gt;&lt;b&gt;*&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;         &lt;/blockquote&gt;         &lt;p style="font-style: italic;"&gt;Icke se vangloria de ser "O mais controvertido         autor e palestrante do mundo."&lt;a href="http://www.davidicke.com/icke/index.html"&gt;*&lt;/a&gt;         Para ele, a origem dos Illuminati é extraterrestre. Ele         sabe disso porque é contatado regularmente com mensagens         do além pelos lagartos alienígenas. Ele põe estas         mensagens em livros (pelo menos cinco, até agora).&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-style: italic;"&gt;Já houve um tempo em que um homem que afirmasse estar         em contato com répteis alienígenas seria evitado pelo         mundo. Na sociedade aberta de hoje, um homem assim tem a         mesma probabilidade de se tornar um herói cultuado,         palestrante convidado em universidades, ou um autor         apresentado em programas de entrevistas, de que tem de         ser internado em um asilo."&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14940320-114071377345473667?l=duvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14940320/posts/default/114071377345473667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14940320/posts/default/114071377345473667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://duvido.blogspot.com/2006/02/boataria-bizarra-iii.html' title='Boataria bizarra - III'/><author><name>Douglas Donin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10151554364724990596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://site.gravatar.com/images/files/thumbs/9672.jpg?961953'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14940320.post-114064244447395942</id><published>2006-02-22T17:58:00.000-03:00</published><updated>2006-02-23T14:06:44.580-03:00</updated><title type='text'>Boataria bizarra - II</title><content type='html'>Esta estória circulou na Internet em vários sites pretensamente sérios, mas que não hesitam em replicar notícias sem verificar a fonte. Mais um exemplo de como a boataria, por mais absurda que seja, possui efeito viral:

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&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:85%;" &gt;Internacional&lt;/span&gt;
1/20/2006 - 1:54:11 PM
&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Japonês de 14 anos solta um Hadouken!&lt;/span&gt;

A revista japonesa Chi in Action vol 38, descreveu a primeira manifestação voluntaria de energia termocinética luminosa (hadouken) em um laboratório com condições próprias para a percepção do fenomeno em um garoto chamado Eiji Homura de 14 anos. Eiji conseguiu estilhaçar uma tela de acrílico (1,5x1,5m) com 1 polegada a uma distancia de 4,5 metros. Os aparelhos detectaram uma esfera discoidal de 25 cm de raio, incandescente (amarelo-branco gradiente) de temperatura de 124 graus celsius. A esfera viajou a uma velocidade de 250 km/h a força de impacto foi avaliada em 600 kg por cm³. O fenomeno foi presenciado por um cientista, dois psicólogos e um mestre de acumpuntura e retenção de Chi (possui recordes no Guiness).

Os pareceres foram mistos, o cientista não deu crédito ao ocorrido comentou em possível fraude, os psicologos apoiaram a tese do fato, o menino possui histórico de violência doméstica, a manisfestação voluntária (não provada) teria sido obra deste trauma, o mestre de acumpuntura Chung Zeng Maoi (75 anos relator e entrevistado do artigo da revista) declarou o menino um prodígio e que pretente manter contato com o menino para entedender melhor o que ele é capaz de fazer futuramente.

Atualmente o menino vive em Yokohama com os pais adotivos, apesar do “talento” Eiji é uma pessoa calma e tímida e diz nunca ter machucado ninguém com esse “poder”, de fato os danos em seres vivos seriam muito expressivos para não dizer fatais, Eiji deu algumas coletivas em jornais e programas de auditório mas a sua unica atuação pública se deu neste laboratório, os pais adotivos de Eiji não liberaram as imagens do fenomeno, o que se sabe é que o governo japones está apoiando a família em todos os quesitos,saúde, educação, lazer.

Autor: Revista Chi Action
Fonte: ImpactoNews.com.br

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A notícia pode ser vista aqui:
&lt;a href="http://www.impactonews.com.br/new/read_news.asp?id=6077"&gt;http://www.impactonews.com.br/new/read_news.asp?id=6077&lt;/a&gt;

Antes que perguntem:  não existe menção no Google, fora desta notícia, a nenhuma "Revista Chi Action". Não, não existem esferas discoidais. Não, não há registro de nenhum Chung Zeng Maoi no Guinness. Sim, kg por cm³ é uma medida de densidade, não de força ou pressão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14940320-114064244447395942?l=duvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14940320/posts/default/114064244447395942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14940320/posts/default/114064244447395942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://duvido.blogspot.com/2006/02/boataria-bizarra-ii.html' title='Boataria bizarra - II'/><author><name>Douglas Donin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10151554364724990596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://site.gravatar.com/images/files/thumbs/9672.jpg?961953'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14940320.post-114064181393719077</id><published>2006-02-22T17:53:00.000-03:00</published><updated>2006-02-23T13:06:44.563-03:00</updated><title type='text'>Boataria bizarra - I</title><content type='html'>"Bebê vidente e com três olhos, arruina show da banda Calypso"

&lt;a href="http://sv1.randomcrap.net/uploads/files/419/monstro0mc.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 500px;" src="http://sv1.randomcrap.net/uploads/files/419/monstro0mc.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;

Não obstante...

&lt;a href="http://sv1.randomcrap.net/uploads/files/419/untitl35ij.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 500px;" src="http://sv1.randomcrap.net/uploads/files/419/untitl35ij.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14940320-114064181393719077?l=duvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14940320/posts/default/114064181393719077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14940320/posts/default/114064181393719077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://duvido.blogspot.com/2006/02/boataria-bizarra-i.html' title='Boataria bizarra - I'/><author><name>Douglas Donin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10151554364724990596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://site.gravatar.com/images/files/thumbs/9672.jpg?961953'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14940320.post-113415546156150805</id><published>2005-12-14T17:04:00.000-02:00</published><updated>2005-12-15T14:46:14.236-02:00</updated><title type='text'>Síndrome de Munchausen</title><content type='html'>Um dos transtornos mentais ligados à fictícia "incorporação" de supostos espíritos, demônios ou encostos é a síndrome de Munchausen. O nome faz alusão a Karl Friedrich Hieronymus von Munchausen (1720-1797), barão alemão que lutou a serviço da Rússia contra os turcos no período de 1763 a 1772. Após a guerra, o barão costumava contar histórias fantásticas e fantasiosas sobre a guerra e seus atos heróicos, o que lhe rendeu fama de mentiroso.

Descrita pela primeira vez pelo médico inglês Richard Asher, em 1951, a síndrome de Munchausen (SM) é um transtorno factício em que o paciente, mentindo, se apresenta aguda e dramaticamente doente, fingindo e imitando sinais e sintomas com o objetivo de enganar o corpo médico e obter tratamento sem realmente necessitar do mesmo. Em alguns casos, conseguem internações prolongadas e caras, sofrem procedimentos de diagnósticos invasivos, obtém longo tempo de terapia com as mais variadas classes de drogas e chegam mesmo a passar por cirurgias de grande porte.

&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"A síndrome de Munchausen, também denominada simulação, não é um distúrbio somatoforme, mas as suas características são algo similares aos dos distúrbios psiquiátricos sob a aparência de uma doença orgânica. A diferença fundamental é que os indivíduos com a síndrome de Munchausen simulam conscientemente os sintomas de uma doença. Eles inventam repetidamente doenças e freqüentemente vão de hospital em hospital em busca de tratamento. Contudo, a síndrome de Munchausen é mais complexa que a simples e desonesta invenção e simulação de sintomas. Ela está associada a problemas emocionais graves. Os indivíduos com esse distúrbio geralmente são bem inteligentes e cheios de recursos. Eles não somente sabem como simular doenças, mas também possuem um conhecimento sofisticado das práticas médicas. Eles são capazes de manipular seus cuidados para serem hospitalizados e submetidos a uma enorme quantidade de exames e tratamentos, incluindo cirurgias de grande porte. Suas fraudes são conscientes, mas a sua motivação e busca por atenção são em grande parte inconscientes." &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;
&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;
Fonte: &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.msd-brazil.com/msd43/m_manual/mm_sec7_82.htm"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Manual Merck&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;

O que leva o paciente a fabricar sintomas e doenças não está ainda claro. Hipóteses sugerem busca pela atenção, carência afetiva, ou compulsão por receber ajuda e piedade. A hospitalização ou participação em terapias ou cultos podem criar um ambiente psicológico agradável ao paciente, que fica dependente da atenção e cuidado que recebe.

Embora seja um fenômeno comum na medicina, esta síndrome parece, nas classes mais baixas principalmentes, migrar para os cultos religiosos, principalmente os neopentecostais.

Se no meio católico, por exemplo, as supostas "possessões" são raramente  oficializadas pela Igreja, por procedimentos discretos e demorados de investigação, no meio pentecostal - principalmente com a espetacular difusão televisiva - os hipótéticos "exorcismos" ocorrem às dúzias por culto. Problemas pessoais são diagnosticados como resultado de possessões, maldições, "trabalhos" ou "encostos", pastores executam os rituais de expulsão ou "libertação" em meio a um festivo e apoteótico clima de vitória, com direito a música, drama e ovação. Ao final, o "exorcizado" é recebido, vitorioso, liberto, saneado, pelo grupo.

Muitos dos que participam destes rituais voltam, outras vezes, com o mesmo problema. Algumas vezes, tornam-se conhecidos da comunidade, que se une em orações e demonstrações de apoio e carinho para "ajudar o irmão a se livrar definitivamente do espírito". Desnecessário dizer, há uma similaridade muito grande com o que ocorreria no ambiente médico.

Paulo César Trevisol-Bittencourt, Professor de Neurologia da UFSC, e Victor Reis da Silva, Residente de Neurocirurgia, Universidade de Toronto, Canadá, relatam, em seu trabalho sobre &lt;a href="http://www.neurologia.ufsc.br/artigos/eplepsia/medicina_alternativa.html"&gt;Medicina Alternativa em Pacientes com Epilepsia &lt;/a&gt;em Santa Catarina, uma curiosa e extrema ocorrência da Síndrome de Munchausen em rituais espíritas:
&lt;p style="font-style: italic;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"(...)Com roupas brancas e empunhando um bisturi,  o médium finge executar uma craniotomia e gesticula como se estivesse de fato  realizando a exérese de algo de dentro do cabeça do paciente. Numa atmosfera de  coletivo frenesi, após alguns minutos termina a cirurgia e os cuidados de  enfermagem passam à responsabilidade dos atendentes. São recomendados alguns  dias de descanso, devido à seriedade da intervenção.  Devemos enfatizar que &lt;b&gt;todos&lt;/b&gt; os nossos pacientes submeteram-se a tal tipo  de terapêutica. Além de um breve alívio psicológico, relatado uniformemente por  todos aqueles submetidos a cirurgia, nenhum outro benefício foi citado.  Entretanto, num simulacro de tragi-comédia dantesca, um paciente desenvolveu uma  forma incomum da síndrome do Barão de Münchausen, passando até o momento por  pelo menos &lt;b&gt;dez&lt;/b&gt; cirurgias espirituais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ainda no aspecto religioso, foi deprimente observar que  exorcismo foi um método alternativo indicado para epilepsia em muitos indivíduos  de nossa amostra. Tradicionalmente, em tempos há muito idos, a igreja católica  detinha o monopólio desta aberração terapêutica. Infelizmente, quando  parecia que esta abordagem estava sendo esquecida, algumas seitas pentecostais  da moda, com mal-disfarçados interesses financeiros, investiram fortemente em  sua manutenção."&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;Um dos fatores que podem explicar a grande ocorrência da síndrome de Munchausen no meio religioso é a crise no sistema de saúde - onde as classes mais baixas, ao contrário do que ocorreria na Igreja, não encontram na maioria das vezes atenção e cuidado imediato ou individualizado - e a espetacularização dos rituais de exorcismo, difundidos amplamente como grandes atrações, inclusive em horário nobre, pelos canais de televisão ligados ao pentecostalismo.

Segundo o Dr. Reynaldo Gomes de Oliveira, Professor Adjunto Doutor Departamento de Pediatria da Faculdade Medicina da UFMG e especialista no assunto, entre os indícios clássicos de tal síndrome encontram-se:

- Doença prolongada e inexplicável, tão extraordinária que mesmo os especialistas mais experientes garantam que "nunca viu nada parecido com isto antes".

- Quadros repetidos, cíclicos ou contínuos que não se encaixa bem em nenhuma doença, com história, evolução, resultados de exames e repostas terapêuticas estranhas, incomuns ou inconsistentes e que começam a parecer insolúveis apesar dos esforços médicos.

- Sintomas que parecem, impróprios, inverossímeis, incongruentes e que só ocorrem na presença do paciente.

- Tratamento é sempre ineficaz ou não é tolerado ou deixa de funcionar após algum tempo.

- Quando determinado evento está sendo extensamente pesquisado por exames que dão negativos, novos sintomas aparecem e as queixas mudam.

Todos estes sintomas são bastante comuns em pessoas que comparecem aos cultos "desenganados pelos médicos", alegando que "a medicina não sabia o que fazer", reclamando de dores e problemas que aparecem e somem sem deixar vestígios ou sequelas.

Leitura adicional:
&lt;a href="http://www.psiqweb.med.br/dsm/facticio.html"&gt;"Transtorno Factício"&lt;/a&gt;, (PsiqWeb)
&lt;a href="http://www.munchausen.com.br/index.html"&gt;Munchausen Brasil&lt;/a&gt;
&lt;a href="http://www.munchausen.com/"&gt;Dr. Marc Feldman's Munchausen Syndrome, Malingering, Factitious Disorder, &amp;amp; Munchausen by Proxy Page &lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14940320-113415546156150805?l=duvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14940320/posts/default/113415546156150805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14940320/posts/default/113415546156150805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://duvido.blogspot.com/2005/12/sndrome-de-munchausen.html' title='Síndrome de Munchausen'/><author><name>Douglas Donin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10151554364724990596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://site.gravatar.com/images/files/thumbs/9672.jpg?961953'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14940320.post-113439896587108359</id><published>2005-12-12T12:48:00.000-02:00</published><updated>2005-12-12T12:49:25.983-02:00</updated><title type='text'>Assisto, logo Existo</title><content type='html'>&lt;span class="destaquetit2"&gt; Sintoma William Moreira. Eis a definição do psicólogo Carlos Perktold para a dificuldade da geração pós-64 de entender o que lê. &lt;/span&gt;          &lt;p class="destaqueautor"&gt;        Por Maurício Dias      &lt;/p&gt;       &lt;p class="destaquetexto1"&gt;Neste fim de junho, quando leu os resultados da avaliação do desempenho dos estudantes brasileiros do ensino fundamental, revelados pelo Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), o psicólogo mineiro Carlos Perktold viu ali, multiplicada milhares de vezes, a situação do jovem Tiago D., de 17 anos, que ele cuida profissionalmente.
Tiago, assim como grande parte dos 53 mil alunos que responderam à prova de português do Saeb, são portadores de um problema que Perktold, membro do círculo psicanalítico de Minas Gerais, batizou de sintoma William Moreira.

Todo portador desse sintoma tem uma singularidade: entende apenas o que ouve e não o que lê. Tiago, por exemplo, reclamava de um erro no computador e recebeu instruções escritas para corrigi-lo. Não conseguiu entender o que leu. Depois de ouvir a leitura do que estava escrito disse: “Ah, é isso? Não tem problema, faço agora”.

O sintoma William Moreira parece, mas não é, oligofrenia. Também não é analfabetismo funcional, porque não se manifesta apenas em pessoas com baixa escolaridade. Não é, enfim, uma doença catalogável. É, sim, um fenômeno intelectual de um tempo em que o texto praticamente sucumbiu ao recurso visual e, principalmente, à imagem da televisão.

O batismo do sintoma vem, assim, do cruzamento dos nomes dos dois mais conhecidos locutores-apresentadores de televisão: William, de William Bonner, e Moreira, de Cid Moreira. Em geral, os portadores do sintoma são bem informados sobre tudo o que ouviram, mas nunca sobre o que leram.

Perktold – cuja paixão pela pintura o levou a integrar a Associação Brasileira de Críticos de Arte – contou a história de Tiago no livro Ensaios de Pintura e Psicanálise, lançado no início deste ano. Ele explica, nesta entrevista a CartaCapital, como e por que o problema é preocupante.

&lt;b&gt;CartaCapital: É possível vincular o resultado do exame do ensino básico ao sintoma William Moreira?&lt;/b&gt;
Carlos Perktold: O Saeb constatou por meio de provas escritas algo que é sabido há muito, mas negado. O golpe militar de 1964 é um ponto a partir do qual isso pode ser explicado. Houve uma castração política e cultural da geração nascida a partir daquela época. Como resultado dessa alienação, seus integrantes não se despertaram pela vida intelectual. Alguns nem sequer perceberam que ela existia, o que está refletido no sintoma William Moreira. Não leram, não lêem e o que lêem não entendem. Quando eu era criança, a professora do grupo escolar era um ícone do mais elevado valor. Tinha boa formação profissional, interesse, amava e era amada pelos alunos e, nessa relação, o que ensinava era aprendido. Hoje, parte dos professores tem medo dos alunos. Na escola pública têm medo de ser agredidos fisicamente e, nas particulares, o medo é de que os alunos apresentem, na diretoria do colégio ou da faculdade, queixas dos professores exigentes.

&lt;b&gt;CC: Que são admoestados, punidos.&lt;/b&gt;
         &lt;table align="right" border="0" cellpadding="2" cellspacing="2" width="1"&gt;            &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;            &lt;td height="1" width="1"&gt;              &lt;table bgcolor="#000000" border="0" cellpadding="0" cellspacing="1" width="1"&gt;            &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;               &lt;td bgcolor="#ffffff" width="1"&gt;                &lt;img src="http://www.cartacapital.com.br/lib/util/imprimeImagem.php?id_imagem=1820" alt="MARCELO ARAúJO" align="middle" border="0" /&gt;              &lt;/td&gt;            &lt;/tr&gt;            &lt;tr&gt;               &lt;td class="fotostexto" bgcolor="#f7efde"&gt;                 &lt;table border="0" cellpadding="2" cellspacing="2" width="100%"&gt;               &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;               &lt;td valign="top"&gt;                &lt;span class="fotostit"&gt;“É um fenômeno dos nossos tempos.&lt;/span&gt;
               &lt;span class="fotostexto"&gt;O portador não sabe que os sinais se formam ao longo de uma existência sem leitura.”&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;               &lt;/tr&gt;             &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;              &lt;/td&gt;            &lt;/tr&gt;             &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;           &lt;/td&gt;            &lt;/tr&gt;          &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;CP: A diretoria dessas empresas há muito adotou o lema comercial de que “o cliente tem sempre razão”. Entre o professor exigente e o aluno descontente, fica com o “cliente”. Como conseqüência disso, houve uma queda no preparo intelectual em parte daqueles que nasceram após 1964 e são professores ou alunos hoje. Fazendo uma leitura psicanalítica dos dois, é possível que eles tenham um acordo inconsciente: não exijo nada de vocês nem vocês de mim. Eu tenho o cuidado sempre de mencionar “parte” porque há muito professor bom com pouca idade cronológica e algumas faculdades e colégios que dão crédito aos professores.

&lt;b&gt;CC: Em que esse sintoma se diferencia, por exemplo, da oligofrenia, do analfabetismo funcional e da ignorância decorrente de deficiência intelectual? &lt;/b&gt;
CP: O quadro se assemelha ao de um oligofrênico. A diferença é que o sintoma desaparece com a leitura, provocadora de um desenvolvimento intelectual, enquanto a oligofrenia é imutável. Refiro-me às pessoas sem problemas neurológicos e sem déficit intelectual. O sintoma não é uma categoria psicopatológica. Portanto, não há necessidade de tratamento psiquiátrico para fazê-lo desaparecer.

&lt;b&gt;CC: Onde, então, está a cura? &lt;/b&gt;
CP: Como postulo a existência de uma passagem neurológica-psicológica-emocional-afetiva dentro de nós para que o sintoma desapareça, é possível que a sua existência esteja relacionada com problemas emocionais. Aí a psicanálise ou outra forma de psicoterapia pode ajudar. O sintoma William Moreira não é uma doença catalogável, é um fenômeno intelectual do nosso tempo imagético. Recomendo modificar isso preparando nossos filhos e alunos para a vida, não somente para ser aprovados no vestibular.

&lt;b&gt;CC: Uma boa dose de leitura ajuda a reverter a situação? &lt;/b&gt;
CP: O portador do sintoma William Moreira não sabe que ele foi construído ao longo de uma existência sem leitura. Com a leitura nasce algo internamente. A dificuldade causadora de sua existência começa quando é chegado o momento de compreender as palavras escritas, formadoras de uma frase, de um pensamento; o momento de ler ou de escrever um simples bilhete. Na nossa existência há uma hora na qual “a ficha cai” dentro de cada um e o texto passa a ter a sua importância. A minha experiência indica que isso ocorre quando há leituras sucessivas. Quando alguém me pede, aconselho a começar a ler textos menores: crônicas e contos que sirvam de iscas intelectuais. Aconselho também a buscar nos dicionários o significado das palavras desconhecidas. É assim que melhoramos nosso vocabulário e aprendemos a expressar o que queremos.

&lt;b&gt;CC: Haveria uma concentração do sintoma em alguma camada social específica? &lt;/b&gt;
CP: Não. Conheço alunos de famílias ricas que têm a mesma dificuldade de Tiago, que pertence ao estrato mais baixo.

&lt;b&gt;CC: O nome sugere que o sintoma é um mal televisivo.&lt;/b&gt;
CP: Sem dúvida. Vivemos num mundo de imagem. Quando sabemos algo pela televisão e não é apresentada em seguida uma cena do fato, é quase como se ele não tivesse ocorrido. Habitualmente as emissoras têm a preocupação de esclarecer “não temos imagem do evento” ou algo assim. Isso é a demonstração de que a imagem é o fundamento da informação dada. Crescemos vendo e ouvindo televisão. Ninguém lê televisão.

&lt;b&gt;CC: Por que o rádio, que só ouvimos e também não lemos, não provoca o mesmo mal? &lt;/b&gt;
CP: Sou do tempo do rádio e ele não era tão difundido como a televisão é hoje. Além disso, o rádio não traz imagem. Isso obriga o ouvinte a imaginar, pensar, fantasiar, todos fatos enriquecedores da vida intelectual. Pela televisão isso não ocorre. Ao contrário de um texto, nela nada fica por conta do espectador. Nem sobra tempo para isso.

&lt;b&gt;CC: Como assim? &lt;/b&gt;
CP: A televisão é uma máquina “emburrecedora”. Acabado um programa inteligente, ninguém tem tempo para elaborar, no sentido freudiano, o que viu. Surge outro de conteúdo diferente e, com freqüência, sem ligação com o primeiro. O show deve continuar. Além disso, há realmente um interesse ideológico de que as pessoas pensem? Por fim, temos essa maravilhosa praga chamada internet. A geração atual imagina encontrar nela casa, comida, roupa lavada e vários salários mínimos, creditados em conta corrente bancária mensalmente. Não descobriram ainda que ela é a velha biblioteca modificada no tempo e no espaço.

&lt;b&gt;CC: Os pré-requisitos do sintoma deixam o pobre como a vítima mais provável do William Moreira? &lt;/b&gt;
CP: O pobre “é a vítima mais provável de tudo” e não só do sintoma William Moreira. Alguém pode argumentar que há as bibliotecas públicas, às quais os pobres podem recorrer, que Machado de Assis também era pobre e que lia e escrevia debaixo de um lampião. Ao primeiro argumento lembro que ensino e seu incentivo são obrigações do Estado, secundariamente das famílias. É o povo que faz o país e não o contrário. Quanto ao segundo argumento, lembro que Lincoln foi lenhador e Lula, torneiro mecânico. Alguém imagina que um lenhador se tornará presidente dos Estados Unidos ou acha que, nos próximos 500 anos, o Brasil terá outro torneiro mecânico presidente?
&lt;/p&gt; &lt;p class="destaquetexto1"&gt;Fonte: &lt;a href="http://cartacapital.terra.com.br/site/exibe_materia.php?id_materia=1576"&gt;Carta Capital&lt;/a&gt;
 &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14940320-113439896587108359?l=duvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14940320/posts/default/113439896587108359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14940320/posts/default/113439896587108359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://duvido.blogspot.com/2005/12/assisto-logo-existo.html' title='Assisto, logo Existo'/><author><name>Douglas Donin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10151554364724990596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://site.gravatar.com/images/files/thumbs/9672.jpg?961953'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14940320.post-113439885366281054</id><published>2005-12-12T12:43:00.000-02:00</published><updated>2005-12-12T12:47:33.673-02:00</updated><title type='text'>Mulher vai leiloar "batata milagrosa" na Internet</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/349/179/1600/batata.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/349/179/320/batata.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
Uma mulher vai leiloar uma suposta "batata milagrosa", com o símbolo de uma cruz, por meio do site eBay no próximo dia 11. "Quero que a pessoa certa possua o pedaço deste verdadeiro milagre e que se sinta muito feliz neste Natal", a chef de cozinha Karin Winkler justifica a iniciativa.

O "milagre" teria acontecido no último dia 4, quando Winkler preparava um jantar na cidade de Joshua Tree, na Califórnia (EUA). A americana descascava batatas até que, quando cortou uma delas ao meio, o desenho da cruz apareceu em ambas as partes do tubérculo. A chef garantiu que, naquele momento, pensava na chegada do Natal.

Fonte: &lt;a href="http://noticias.terra.com.br/popular/interna/0,,OI790566-EI1141,00.html"&gt;Terra&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14940320-113439885366281054?l=duvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14940320/posts/default/113439885366281054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14940320/posts/default/113439885366281054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://duvido.blogspot.com/2005/12/mulher-vai-leiloar-batata-milagrosa-na.html' title='Mulher vai leiloar &quot;batata milagrosa&quot; na Internet'/><author><name>Douglas Donin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10151554364724990596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://site.gravatar.com/images/files/thumbs/9672.jpg?961953'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14940320.post-113381354852163953</id><published>2005-12-05T18:10:00.000-02:00</published><updated>2005-12-05T18:12:28.536-02:00</updated><title type='text'>A jihad do arco-íris</title><content type='html'>Irã é o mais radical dos países islâmicos, onde o homossexualismo não é aceito. Desde 1979, país já matou 4 mil gays. Nem assim ativistas se calam

Por Rozane Monteiro

Ayaz Marhoni e Mahmoud Asgari tinham menos de 18 anos quando foram flagrados pelas autoridades de seu país cometendo um crime, segundo a lei local: eram gays e se comportavam como namorados em público. No dia 19 de julho deste ano, após 14 meses e 228 chibatadas cada, os dois foram enforcados em praça pública na cidade de Mashhad, Nordeste do Irã, país onde 4 mil homens e mulheres homossexuais já foram executados desde a Revolução de 1979 – média de 153 por ano. A brutalidade tem mobilizado ONGs pelo mundo e, ao contrário do que esperam os repressores, levado ativistas do próprio mundo islâmico a resistir.

O Irã não é a única nação islâmica que condena oficialmente o homossexualismo. Faz parte da tradição muçulmana rejeitar o amor entre pessoas de mesmo sexo, e a opção é considerada crime em 26 desses países. Vários deles prevêem a pena de morte, mas é no Irã onde a lei é mais radicalmente aplicada, segundo afirmam entidades de defesas dos direitos humanos. Pior, ainda segundo os ativistas, lá, muitas vezes, as autoridades acabam atribuindo aos “criminosos” falsas acusações. Foi o caso de Ayaz e Mahmoud.

– No Irã, as autoridades fazem uma interpretação extremamente linha-dura do Corão. O mais desumano é que, muitas vezes, as autoridades inventam crimes que essas pessoas não cometeram para desacreditá-las e tentar minar a pressão internacional. No caso desses dois rapazes, foram acusados de estupro de um menino de 13 anos. Uma acusação que surgiu pouco antes da execução, sem nenhuma prova. Temos informações de fontes seguras de dentro do Irã que isso nunca aconteceu. Nesse caso específico, temos a certeza absoluta de que não havia nenhuma suspeita real. A prática é a mesma com os opositores ao regime, que também são acusados, falsamente, de estupro e roubo – afirmou ao JB o ativista pelos direitos dos gays Peter Tatchell, fundador da ONG OutRage, de Londres, uma das mais atuantes da Europa.

Tatchell lembra, ainda, que, na execução de julho, um dos jovens, Mahmoud, era menor de idade. Isso significa que o país também está descumprindo um documento do qual é signatário, a Convenção dos Direitos da Criança da ONU, na qual as nações se comprometem a não sentenciar menores de idade à morte:

– Tudo o que estamos pedindo aqui é que o país cumpra as leis internacionais. Eles, mesmos, assinaram a Convenção. E a ONU não faz nenhum esforço sério para acabar com isso.

O Irã também está na mira da organização pelos direitos humanos Human Rights Watch, que tem feito pressão para inibir o nível de brutalidade a que chegou a interpretação dos preceitos religiosos no Irã, hoje presidido pelo ultraconservador Mahmoud Ahmadinejad.

– É um paradoxo. Eu não diria que a população iraniana é a mais radical das nações islâmicas com relação à homossexualidade. São as autoridades, aqueles que estão no poder, os ortodoxos, que não abrem mão da pena de morte nesses casos. É preciso que se compreenda que estamos falando aqui de um flagrante desrespeito aos direitos humanos – analisa, em entrevista por telefone, Jessica Stern, pesquisadora do Programa de Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros da Human Rights Watch.

A entidade já fez solicitação formal para que Teerã suspenda a aplicação da pena de morte de forma geral por ser a sentença “cruel, irreversível e com potencial para ser fruto de discriminação”.

Segundo a lei islâmica, aplicada ao pé da letra no Irã, homossexuais devem ser punidos com penas que variam das chibatadas à prisão e até a morte. Vale para mulheres e homens, embora sejam os gays masculinos os mais perseguidos. No caso de mulheres, costumam ser poupadas até a quarta vez em que forem “flagradas” em comportamento homossexual. Nesses casos, as reincidentes podem ser executadas. De maneira geral, é preciso que quatro testemunhas – apenas homens, já que o depoimento de mulheres nunca é levado em conta – afirmem ter informações que comprovem a prática homossexual de dois homens, por exemplo.

Uma vez sentenciados, os “acusados” podem ter a chance de escolher como será sua morte: enforcamento (a mais comum), apedrejamento, golpe de espada ou o lançamento do alto de um precipício ou, mesmo, um prédio.

Fonte: &lt;a href="http://jbonline.terra.com.br/jb/papel/internacional/2005/12/03/jorint20051203002.html"&gt;JB Online&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14940320-113381354852163953?l=duvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14940320/posts/default/113381354852163953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14940320/posts/default/113381354852163953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://duvido.blogspot.com/2005/12/jihad-do-arco-ris.html' title='A jihad do arco-íris'/><author><name>Douglas Donin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10151554364724990596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://site.gravatar.com/images/files/thumbs/9672.jpg?961953'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14940320.post-113366831336346812</id><published>2005-12-04T01:16:00.000-02:00</published><updated>2005-12-04T01:51:53.376-02:00</updated><title type='text'>Vídeo-aula: Aprenda a Enganar com Edir Macedo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/349/179/1600/lgsm32lede7.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/349/179/320/lgsm32lede7.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A história é antiga. Um dos dissidentes da Igreja Universal do Reino de Deus - aparentemente um crente verdadeiro, que abandonou a Igreja frustrado ao perceber que ela se preocupava mais com o lucro do que com a espiritualidade - resolveu mostrar ao Jornal Nacional um vídeo, gravado no intervalo de um jogo entre bispos e pastores da empresa. No vídeo, o bispo Edir Macedo ensina os seus comandados como arrecadar somas fabulosas de dinheiro dos fiéis, por meio de técnicas surpreendentes.

Para aqueles que simplesmente suspeitam do caráter de tão controvertido empresário do ramo religioso e desejam elaborar um juízo mais sólido, ou para os que já chegaram a uma conclusão a respeito, o vídeo original pode ser baixado neste endereço:
&lt;a href="http://x6.putfile.com/videos/d2-8814195197.wmv"&gt;http://x6.putfile.com/videos/d2-8814195197.wmv&lt;/a&gt;

Já a reportagem do Jornal Nacional (em 4 partes, com trechos do vídeo) pode ser baixada aqui:
&lt;a href="http://www.veritatis.com.br/download/IURD1.zip"&gt;http://www.veritatis.com.br/download/IURD1.zip&lt;/a&gt;
&lt;a href="http://www.veritatis.com.br/download/IURD2.zip"&gt;http://www.veritatis.com.br/download/IURD2.zip&lt;/a&gt;
&lt;a href="http://www.veritatis.com.br/download/IURD3.zip"&gt;http://www.veritatis.com.br/download/IURD3.zip&lt;/a&gt;
&lt;a href="http://www.veritatis.com.br/download/IURD4.zip"&gt;http://www.veritatis.com.br/download/IURD4.zip&lt;/a&gt;

Desnecessário dizer: a explicação para este escândalo, dada na época, é que o vídeo não somenteseria falso como supostamente teria sido engendrado pelo demônio (ou "encosto", na terminologia da Igreja) em pessoa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14940320-113366831336346812?l=duvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14940320/posts/default/113366831336346812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14940320/posts/default/113366831336346812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://duvido.blogspot.com/2005/12/vdeo-aula-aprenda-enganar-com-edir.html' title='Vídeo-aula: Aprenda a Enganar com Edir Macedo'/><author><name>Douglas Donin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10151554364724990596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://site.gravatar.com/images/files/thumbs/9672.jpg?961953'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14940320.post-113366615489719155</id><published>2005-12-04T01:13:00.000-02:00</published><updated>2005-12-04T01:15:54.900-02:00</updated><title type='text'>Igreja Universal é banida da Zâmbia por acusação de satanismo</title><content type='html'>&lt;span id="a13nb" class="noticialink"&gt;&lt;p&gt; LUSAKA (Reuters) - A Igreja Universal do Reino de Deus, fundada no Brasil, foi proibida na Zâmbia depois de alegações de que seus líderes seriam satanistas, afirmou o governo do país na quarta-feira.&lt;/p&gt;                                 &lt;p&gt; "Há relatos de que dois homens dentro da igreja foram pintados e que a mesma igreja estava praticando o satanismo", disse em nota Peter Mumba, secretário de assuntos internos.&lt;/p&gt;                                 &lt;p&gt; "As revelações sobre a Igreja Universal levaram o governo a suspender as operações da igreja imediatamente", disse.&lt;/p&gt;                                 &lt;p&gt; Por lei, a Zâmbia é um país cristão.&lt;/p&gt;                                 &lt;p&gt; A Igreja Universal não quis comentar o assunto.&lt;/p&gt;                                 &lt;p&gt; Essa foi a segunda vez que a igreja foi banida da Zâmbia -- a primeira aconteceu em 1999 após acusações semelhantes de satanismo. Naquela ocasião, ela pôde voltar a atuar devido a uma apelação.&lt;/p&gt;                                 &lt;p&gt; No sábado passado, dezenas de pessoas estilhaçaram vidros de um novo prédio da Universal construído em Lusaka, depois de alegações de que duas pessoas que foram rezar no local haviam sido forçadas a se despir e tiveram seus corpos pintados.&lt;/p&gt;                                 &lt;p&gt; A Igreja Universal foi fundada no Brasil em 1977 e hoje opera em 90 países, incluindo os Estados Unidos e nações da Europa e Ásia.&lt;/p&gt;                                 &lt;p&gt; Há alguns meses, Madagáscar proibiu uma filial da Igreja Universal, em uma medida que foi criticada por líderes religiosos e defensores dos direitos humanos.&lt;/p&gt;                                 &lt;p&gt; Uma outra igreja, conhecida como Igreja Apostólica Nova Fundação, também foi proibida pelo governo da Zâmbia por acusação de satanismo e de abuso sexual contra meninas. A igreja negou essas acusações e disse que se tratava de uma campanha maldosa de ex-integrantes seus.
&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Fonte: Reuters
&lt;/p&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14940320-113366615489719155?l=duvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14940320/posts/default/113366615489719155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14940320/posts/default/113366615489719155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://duvido.blogspot.com/2005/12/igreja-universal-banida-da-zmbia-por.html' title='Igreja Universal é banida da Zâmbia por acusação de satanismo'/><author><name>Douglas Donin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10151554364724990596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://site.gravatar.com/images/files/thumbs/9672.jpg?961953'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14940320.post-113321275606690831</id><published>2005-11-28T19:17:00.000-02:00</published><updated>2005-11-28T19:19:16.076-02:00</updated><title type='text'>Evolution in the bible, says Vatican</title><content type='html'>By Martin Penner
November 07, 2005

THE Vatican has issued a stout defence of Charles Darwin, voicing strong criticism of Christian fundamentalists who reject his theory of evolution and interpret the biblical account of creation literally.

Cardinal Paul Poupard, head of the Pontifical Council for Culture, said the Genesis description of how God created the universe and Darwin's theory of evolution were "perfectly compatible" if the Bible were read correctly.

His statement was a clear attack on creationist campaigners in the US, who see evolution and the Genesis account as mutually exclusive.

"The fundamentalists want to give a scientific meaning to words that had no scientific aim," he said at a Vatican press conference. He said the real message in Genesis was that "the universe didn't make itself and had a creator".

This idea was part of theology, Cardinal Poupard emphasised, while the precise details of how creation and the development of the species came about belonged to a different realm - science. Cardinal Poupard said that it was important for Catholic believers to know how science saw things so as to "understand things better".

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His statements were interpreted in Italy as a rejection of the "intelligent design" view, which says the universe is so complex that some higher being must have designed every detail.

Fonte: &lt;a href="http://www.theaustralian.news.com.au/?from=ni_story"&gt;The Australian&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.news.com.au/story/0,10117,17162341-13762,00.html"&gt;News.com.au&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14940320-113321275606690831?l=duvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14940320/posts/default/113321275606690831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14940320/posts/default/113321275606690831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://duvido.blogspot.com/2005/11/evolution-in-bible-says-vatican.html' title='Evolution in the bible, says Vatican'/><author><name>Douglas Donin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10151554364724990596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://site.gravatar.com/images/files/thumbs/9672.jpg?961953'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14940320.post-113283061705901693</id><published>2005-11-24T09:10:00.000-02:00</published><updated>2005-11-24T09:40:03.250-02:00</updated><title type='text'>Daniela Mercury é proibida de cantar no Vaticano</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Daniela Mercury não poderá mais cantar no concerto de Natal do Vaticano, no dia 3 de dezembro. Segundo informações do colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo, a participação da cantora foi cancelada cinco meses depois do convite ter sido feito.

&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Vaticano cancelou a apresentação de Daniela porque no início do ano ela esteve no comercial em favor da camisinha para a prevenção da aids. &lt;/span&gt;Surpresa e emocionada, a cantora disse ao Globo que é católica e que lamenta não poder representar seu País como artista.

Daniela fez questão de ratificar que "o uso de camisinha é instrumento de proteção à vida". O show no Vaticano celebraria a abertura do Ano Xaveriano, em honra a São Francisco Xavier, com a presença do Papa Bento XVI."&lt;/span&gt;

Fonte: &lt;a href="http://musica.terra.com.br/interna/0,,OI766652-EI1267,00.html"&gt;Redação Terra&lt;/a&gt;

E não é que, apesar dos pesares, o JPII era uma boa pessoa?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14940320-113283061705901693?l=duvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14940320/posts/default/113283061705901693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14940320/posts/default/113283061705901693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://duvido.blogspot.com/2005/11/daniela-mercury-proibida-de-cantar-no.html' title='Daniela Mercury é proibida de cantar no Vaticano'/><author><name>Douglas Donin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10151554364724990596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://site.gravatar.com/images/files/thumbs/9672.jpg?961953'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14940320.post-113262973727510974</id><published>2005-11-22T01:20:00.000-02:00</published><updated>2005-11-22T18:31:33.736-02:00</updated><title type='text'>Falso Dilema ou Bifurcação</title><content type='html'>O universo, felizmente, é bem mais complexo do que certas pessoas o fazem parecer. Ao invés de rótulos absolutos ou categorias simplórias onde os fatos da vida se encaixam perfeitamente e sem atrito, ou onde possam ser enquadrados em termos, em grande parte das vezes, maniqueístas e caricaturais, há uma variedade enorme de matizes que separam dois extremos de uma mesma questão - principalmente no que se relaciona à esfera ética ou aos problemas morais. De fato, em vez de um universo simplório, em tons contrastantes de preto e branco perfeitos, a realidade parece ser mais adequadamente descrita como um intrincado quadro de infinitas cores e matizes.

No entanto, boa parte das discussões distantes deste reconhecimento. Certos debatedores insistem em colocar as mais complexas questões de modo simplório, quase sempre em termos de "absolutamente sim" ou "absolutamente não", "absolutamente bom" ou "absolutamente mau", "absolutamente verdadeiro" ou "absolutamente falso", ignorando que existe uma enorme escala entre estes extremos distantes.

Ora, esta é a raiz e a essência de um vício de argumentação extremamente comum. Em certos momentos, ao discutir com um adversário, o mesmo nos oferece uma escolha entre duas opções, em que a negação de uma implica necessariamente na aceitação de outra. Quando isso ocorre, e quando realmente não existem outras opções às quais recorrer, devemos nos conformar com a derrota na defesa daquele argumento e concordar com o ponto do adversário. No entanto, quando nos é colocada a obrigação de escolher entre determinadas alternativas, quando na verdade há no mínimo uma outra, também viável e não oferecida, estamos frente a um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Falso Dilema&lt;/span&gt;, ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bifurcação &lt;/span&gt;- uma tática de charlatanismo argumentativo que, como tal, deve ser desmascarada.

Na maioria dos casos de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Falso Dilema&lt;/span&gt;, a questão é habilmente colocada de um modo onde a negação de uma opção - quase sempre escolhida a dedo para parecer absurda ou levar a uma conclusão inaceitável - implica na aceitação incondicional da outra, que é exatamente o ponto defendido pelo autor. Em outros casos, mais raros, não são apenas duas as alternativas oferecidas, mas sim várias - o que estpa longe de ser &lt;span style="font-style: italic;"&gt;todas as possíveis&lt;/span&gt;.

Um exemplo que ilustra a estrutura principal da maioria dos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Falsos Dilemas&lt;/span&gt; é:

&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Ou eu estou plenamente correto e você completamente errado, ou o contrário".&lt;/span&gt;

Este é o núcleo de grande parte das aparições desta falácia. Observamos neste exemplo, sem dificuldade, o problema: o debatedor não oferece uma terceira via, apesar de plausível, que é a possibilidade de cada um dos lados estar correto em alguns pontos e equivocado em outros.

Outro exemplo, em que o uso dos termos ridiculariza uma das opções:

&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Ou um ser tão perfeito e complexo como um ser humano pode aparecer do nada, de repente e por acaso, em qualquer poça de água por aí, o que me parece bastante improvável, ou então nós fomos realmente criados por uma inteligência superior".&lt;/span&gt;
(O autor da frase não prevê outras hipóteses existentes, como por exemplo, a vida surgir lentamente de compostos orgânicos. Tampouco admite futuras possíveis teorias capazes de explicar o problema.)

Mais um exemplo, desta vez ligado à política:

&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Ou o Deputado Jefferson está certo em suas denúncias e todos os apontados por ele são culpados, ou ele está errado e todos são inocentes".&lt;/span&gt;
(O autor não contempla a possibilidade de alguns deputados serem culpados e outros inocentes).

Ao utilizar discretamente um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Falso Dilem&lt;/span&gt;a, um argumentador hábil pode trazer a audiência para seu lado, contando com a tendência dos ouvintes de responder - e quase sempre sem muito cuidado ou critério na análise - a pergunta proposta antes que o debatedor questionado tenha tempo de desmascarar o artifício falacioso. Apesar disto, desmanchar argumentações com este tipo de inconsistência é bastante fácil: basta apresentar no mínimo uma alternativa além das propostas pelo adversário e demonstrar que, mesmo que esta terceira opção não seja obrigatoriamente verdadeira (a análise de sua validade, a rigor, não interessa neste momento), a sua mera existência derruba a origatoriedade de escolha entre as alternativas propostas anteriormente e força uma nova análise do problema. Argumentos que oferecem escolhas do tipo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“todos &lt;/span&gt;ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;nenhum” &lt;/span&gt;devem ser prontamente questionados com um “por que não &lt;span style="font-style: italic;"&gt;alguns&lt;/span&gt;?”

O emprego desta simples técnica, além de expor a inconsistência lógica, ainda passa à audiência a impressão de que o proponente do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Falso Dilema&lt;/span&gt; ou estava mal-intencionado ao limitar as escolhas, não possui profundidade analítica suficiente, não possui domínio do assunto, ou estava generalizando apressadamente os elementos em discussão.

O fato é, análises extremadas quase sempre estão erradas. Apesar disso, Falsos Dilemas exercem um apelo irresistível: reduzem elaboradas questões a caricaturas, complexos problemas em simplificações amigáveis, dramáticas e acessíveis - e geralmente estéreis, se o que desejamos colher são conclusões ponderadas acerca de algo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14940320-113262973727510974?l=duvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14940320/posts/default/113262973727510974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14940320/posts/default/113262973727510974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://duvido.blogspot.com/2005/11/falso-dilema-ou-bifurcao.html' title='Falso Dilema ou Bifurcação'/><author><name>Douglas Donin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10151554364724990596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://site.gravatar.com/images/files/thumbs/9672.jpg?961953'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14940320.post-113232478187945954</id><published>2005-11-18T12:25:00.000-02:00</published><updated>2005-11-18T16:31:05.990-02:00</updated><title type='text'>Apelo à Força ou à Ameaça – Argumentum ad Baculum</title><content type='html'>Em certas discussões, ao perceber que o argumento apresentado não possui valor lógico algum, um dos lados pode simplesmente tentar manipular emocionalmente o outro, para que este suplante a racionalidade pelo simples medo. Chamamos este expediente desonesto, bastante primário e racionalmente inválido de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Argumentum ad Baculum&lt;/span&gt;, ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Apelo à Força&lt;/span&gt;, ou, ainda, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Apelo à Ameaça&lt;/span&gt;, embora o mais correto devesse ser, talvez, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Apelo ao Medo.&lt;/span&gt;

Infelizmente, é um tipo de invalidade argumentativa extremamente comum de ser observada, principalmente nos debates religiosos. Nestes casos, o defensor de uma religião, geralmente, simplesmente repassa aos seus ouvintes os argumentos que o amedrontaram quando este foi convertido àquela crença. Ou seja, em boa parte dos casos, tal argumentação é feita de forma não maliciosa, mas apenas porque o defensor da crença continua acovardado por tais ameaças.

Outras vezes, o beneficiado pela aceitação da idéia simplesmente necessita convencer que está certo embora tenha pleno conhecimento do fato de que seus argumentos não são sólidos, e apela intencionalmente para a produção do medo no ouvinte. Assim como Maquiavel afirmava que “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;a guerra é o argumento último dos príncipes&lt;/span&gt;”, geralmente, o apelo à força é o argumento último de um debatedor acuado ou sem razões consistentes.

Seja como for, ao descer ao ponto de fornecer um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Argumento ad Baculum&lt;/span&gt; em uma discussão, geralmente o debatedor dá um golpe severo em sua própria credibilidade, demonstrando cabalmente que, ou suas posições são absolutamente indefensáveis, ou ele não conhece ou não possui capacidade de utilizar razões válidas capazes de sustentá-la.

Existem várias formas de se utilizar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Argumenta ad Baculum&lt;/span&gt; para tentar dissuadir o adversário pelo medo. As mais comuns são:

&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pior Cenário&lt;/span&gt;

Nesta modalidade de apelo à ameaça procura-se dissuadir alguém enfatizando os riscos da possível conseqüência da posição adotada que mais sejam prejudiciais a esta pessoa. Com isto, o argumentador pretende amedrontá-la e induzi-a a pensar que, embora ela provavelmente esteja certa, “é melhor não apostar”, pois eventos desagradáveis podem atingir esta pessoa caso ela esteja errada.

Tal conseqüência é, em grande parte dos casos, realmente possível de vir a acontecer. No entanto, é apenas um dos vários eventos que podem advir daquela situação.

Exemplos:

&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Claro que João pode ser inocente. Mas e se ele for culpado? E se, ao libertarmos, ele invadir a SUA casa e estuprar a SUA filha?”&lt;/span&gt;

Este argumento é a base do recrutamento de certas religiões, principalmente quando a arregimentação de seus seguidores se dá logo na infância. Seus usos potestativos são extensos:

&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Eu acredito na Bíblia, e você não. Se você estiver certo, eu não perco nada, simplesmente deixo de existir quando morrer. Mas e se EU estiver certo? Já parou para pensar que você será torturado por Deus por toda a eternidade, com a mais inimaginável das torturas, como conseqüência do seu ceticismo?”&lt;/span&gt;

Ou ainda, pode ser utilizada em campanhas eleitorais:

&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Você deve votar a favor do desarmamento, pois, amanhã, VOCÊ pode ser vítima de uma arma adquirida legalmente”.&lt;/span&gt;

Observem que este argumento vazio pode ser facilmente utilizado pelos dois lados:

&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Você deve votar contra o desarmamento, pois, amanhã, a SUA casa pode ser invadida, e VOCÊ estará indefeso”.&lt;/span&gt;

&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bicho Papão e Força bruta&lt;/span&gt;

O &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bicho Papão&lt;/span&gt; é a mais infantil e direta forma de utilização da ameaça para tentativa de convencimento. Ao contrário do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pior Cenário&lt;/span&gt;, aqui nem são apresentadas alternativas dentre as quais uma seria potencialmente mais segura para o ouvinte, mas sim, utiliza-se o simples terrorismo para afastá-lo do uso da razão e fazê-lo concordar com um argumento, invocando uma punição hipotética que, segundo o autor, certamente se abaterá sobre o interlocutor caso ele discorde. Exemplos:

&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Se você não aceitar que a Bíblia é a Palavra de Deus, você será punido por Ele por toda a eternidade, com a mais inimaginável das torturas”.&lt;/span&gt;

&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Não passe por baixo da escada, senão você terá treze anos de azar”.&lt;/span&gt;

&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Não discuta comigo, pois as crianças que discordam dos pais são levadas pelo Velho do Saco”.&lt;/span&gt;

Já a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Força Bruta&lt;/span&gt; é uma ameaça tão direta quanto o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bicho Papão&lt;/span&gt;, somente utiliza uma promessa imediata de castigo, por meio de força ou de uso de prerrogativas do próprio debatedor, para dissuasão do interlocutor:

&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Se você não se calar agora e admitir que eu estou certo, te espancarei”.&lt;/span&gt;

&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Dê o seu parecer contrário e você estará na rua”.&lt;/span&gt;

&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Se você discordar de mim, te processarei e exigirei um milhão de dólares”.&lt;/span&gt;

&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ameaça Velada&lt;/span&gt;

Aqui, ao contrário da forma de ameaça acima, temos um claro apelo à força por meio de uma ameaça colocada sutilmente nas entrelinhas da afirmação, ao invés de ser emitida diretamente. Esta forma de abuso é geralmente utilizada em discussões entre pessoas de diferentes níveis de poder. Exemplos:

&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Obviamente, como você é da área técnica, quem tem que dizer se o meu projeto está certo ou não é você. Afinal, é você quem sabe de seu futuro profissional aqui na empresa...”

&lt;/span&gt;Uma pequena, mas incrivelmente comum, variação:

&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Você pode concordar comigo ou não. Mas lembre-se que muitos desempregados aí fora, que fariam o mesmo que você por bem menos, na sua posição concordariam comigo sem pestanejar...”&lt;/span&gt;

Ou ainda em uma discussão familiar:

&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Se você diz que precisa sair, tudo bem, afinal, você é livre para fazer o que quiser. No entanto, se eu fosse você &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;e quisesse me encontrar aqui quando voltar&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;eu não sairia&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;”.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14940320-113232478187945954?l=duvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14940320/posts/default/113232478187945954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14940320/posts/default/113232478187945954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://duvido.blogspot.com/2005/11/apelo-fora-ou-ameaa-argumentum-ad.html' title='Apelo à Força ou à Ameaça – Argumentum ad Baculum'/><author><name>Douglas Donin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10151554364724990596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://site.gravatar.com/images/files/thumbs/9672.jpg?961953'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14940320.post-113203444251474202</id><published>2005-11-18T04:00:00.000-02:00</published><updated>2005-11-18T08:57:56.360-02:00</updated><title type='text'>Ataque Pessoal / Argumentum ad Hominem / Tu Quoque</title><content type='html'>Existem dezenas de tipos diferentes de estratagemas desonestos para tentar convencer um terceiro de seus pontos de vista. Alguns são muito elaborados, e somente aqueles com certa familiaridade com a lógica e a retórica conseguem detectá-los. Já outros são primários, óbvios e infantis, mas nem por isso menos utilizados.

Entre estas últimas, uma das táticas mais elementares, grosseiras e comuns de tentativas de convencimento a qualquer custo é o Ataque Pessoal, ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Argumentum ad Hominem&lt;/span&gt; – literalmente, "argumento dirigido contra o homem". Trata-se de, quando confrontado com algum argumento sólido, fugir do assunto fazendo críticas aos envolvidos no argumento (geralmente, quem o apresentou) e não aos elementos do argumento em si. Como a verdade de uma afirmação não depende das virtudes da pessoa que a faz, um argumento deste tipo é inválido em uma discussão racional.

Esta falácia constitui uma boa parte da retórica política eleitoral, chegando a dominar o discurso apresentado aos eleitores na véspera do pleito. Isso ocorre pois, apesar de não possuir absolutamente nenhuma base lógica, é capaz de fazer um terceiro observador esquecer facilmente do embate de idéias e dirigir sua atenção a pontos irrelevantes da conduta do adversário. Pelo potencial emocional, tal tática possui enorme poder de convencimento imediato.

As características de alguém realmente merecem ser consideradas em alguns casos, como por exemplo, quando devemos contar com sua competência técnica (a afirmação de um médico sobre assuntos de saúde conta, com maior credibilidade do que a de um leigo) ou quando devemos confiar no seu testemunho (onde um amigo de um réu em um caso de assassinato tende a ter menos crédito, como testemunha, do que um terceiro que não o conhecia). Naturalmente, estas são características que adicionam ou retiram valor de uma afirmação. No entanto, no caso de um argumento lógico (inferência de uma conclusão a partir de premissas), a análise deverá ser feita, preferencialmente, apenas levando-se em consideração o argumento, e não a pessoa que o emitiu.

Existem quatro formas comuns de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Argumenta ad Hominem&lt;/span&gt;: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ad Hominem Abusivo Direcionado ao Autor, Ad Hominem Abusivo Direcionado a Terceiro, Ad Hominem Circunstancial&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tu Quoque&lt;/span&gt;

&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ad Hominem Abusivo Direcionado ao Autor&lt;/span&gt;

Neste caso específico de ataque pessoal, invoca-se uma crítica ao autor do argumento, muitas vezes desconexa com o assunto em questão, como meio de esquivar-se da tarefa de emitir resposta válida. Por exemplo:

&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“- Eu sou um bom jogador de futebol”.&lt;/span&gt;
&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“- Isso é mentira, pois, que eu saiba, você é um bêbado e um vagabundo.”&lt;/span&gt;
(O fato do primeiro beber ou ser vagabundo não significa que ele não jogue bem futebol).

Ou, ainda, atacando deslizes detectados na hora:

&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“- A Terra gira em torno do Sol, que, por sua vez, é apenas uma estrela da Via Láctia”.&lt;/span&gt;
&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“- Seu analfabeto! Que ridículo, escreveu”Via Láctia”, com “i” ! Isto é uma asneira, vocês não vêem que ele é um iletrado?”&lt;/span&gt;
(O fato do primeiro ter se equivocado formalmente, na grafia das palavras não significa que, materialmente, ele não esteja certo).

&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ad Hominem Abusivo Direcionado a Terceiro&lt;/span&gt;

Nesta modalidade, critica-se a pessoa, caráter, conduta ou preferências de outros que compartilham da mesma visão do autor acerca de um ponto específico, principalmente se estas forem personalidades costumeiramente consideradas como reprováveis. Por exemplo:

&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“- O catolicismo é uma religião que prega o amor”.&lt;/span&gt;
&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“- Mas Hitler era católico, e era um criminoso...”.&lt;/span&gt;
(O fato de Hitler ser um criminoso não significa que todos os católicos o são).

&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“- A ciência é o caminho mais seguro para a cura das doenças”.&lt;/span&gt;
&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“- Mas Mengele também era cientista, e fazia experiências horríveis com judeus...”.&lt;/span&gt;
(O fato de Mengele fazer experiências com judeus não significa que a ciência não seja confiável).

&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ad Hominem Circunstancial&lt;/span&gt;

Aqui, procura-se justificar ou refutar um argumento apoiando-se em uma característica específica da pessoa ligada a ele. Geralmente – mas não em todos os casos – evocam um hipotético egoísmo da parte contrária, que contaminaria suas posições. Exemplo:

&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“- Por isso, não há motivo para tratar desigualmente heterossexuais e homossexuais”.&lt;/span&gt;
&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“- Sua opinião não tem valor nenhum, pois você é gay! É o que te convém!”&lt;/span&gt;
(O fato do primeiro ser homossexual não invalida a lógica de sua argumentação).

Ou:

&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Seu argumento contra o desarmamento é inválido, pois seu tio trabalha em uma fábrica de munições.”&lt;/span&gt;
(O fato de um parente trabalhar em uma fábrica de munições não invalida o argumento).

&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tu Quoque&lt;/span&gt;

Muito similar ao &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ad Hominem Circunstancial&lt;/span&gt;, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tu Quoque&lt;/span&gt; (“você também”) é a mais elementar das quatro formas. Com certeza, muitos leitores relembrarão de discussões com colegas de escola primária travadas utilizando este tipo de falácia.

O &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tu quoque&lt;/span&gt; Consiste em, ao invés de rebater um argumento que ataca uma posição, relativizá-la, desconsidera-la ou justifica-la apenas porque o apresentador do argumento encontra-se também naquela posição.

Por exemplo:

&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“- Você não lavou as mãos antes de comer, e isso é errado.”&lt;/span&gt;
&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“- Não é não, porque você também não lavou.”&lt;/span&gt;
(O fato do primeiro não ter lavado as mãos não torna a negligência do segundo menos grave).

Outro:

&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“- Você é ruim em matemática, pois tirou nota três.”&lt;/span&gt;
&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“- E tu? Que eu saiba, foi você que tirou nota zero na primeira prova.”&lt;/span&gt;
(O fato do primeiro ter tirado zero não muda o fato do segundo ter tirado nota três).

Mesmo a cultura popular reconhece esta falácia, por meio do adágio “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;o erro do outro não desculpa o próprio&lt;/span&gt;”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14940320-113203444251474202?l=duvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14940320/posts/default/113203444251474202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14940320/posts/default/113203444251474202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://duvido.blogspot.com/2005/11/ataque-pessoal-argumentum-ad-hominem.html' title='Ataque Pessoal / Argumentum ad Hominem / Tu Quoque'/><author><name>Douglas Donin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10151554364724990596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://site.gravatar.com/images/files/thumbs/9672.jpg?961953'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14940320.post-113219764675633356</id><published>2005-11-17T00:37:00.000-02:00</published><updated>2005-11-18T09:00:44.196-02:00</updated><title type='text'>Como Utilizar este Blog</title><content type='html'>Durante um bom tempo, incluirei, entre posts sobre assuntos diversos, alguns textos mais técnicos sobre filosofia. Mais especificamente, sobre lógica formal e retórica. Mais especificamente, sobre erros de raciocínio, falácias, sofismas, argumentações inválidas, irracionais ou mal-intencionadas.

A razão disto é simples. Certas vezes, me confronto com argumentos bastante ruins e defeituosos ao discutir sobre algo - particularmente, ao discutir com certos seguidores de certa religião raivosa, irracional e intolerante. E, quase toda vez que isso acontece, eu tenho de parar, identificar o raciocínio torto, explicar o porquê o raciocínio é inválido e pedir que este debatedor utilize outra linha de pensamento, desta vez, racional.

O problema é que, toda vez que se pára para fazer isso, lá se vão dezenas e dezenas de palavras que poderiam (se o outro lado fosse mais hábil na utilização da lógica) estar sendo utilizadas de maneira bem mais produtiva. Não que a discussão sobre a lógica não seja: é que depois da vez número mil em que você explica o quê é uma Demonstração Circular, por exemplo, suas mãos começam a doer de tanto digitar.

Por isso, embora os livros de filosofia que tratem sobre lógica sejam bastante acessíveis, percebi que seria útil catalogar um compêndio de erros de raciocínio para futura pronta referência. Assim, sempre que me deparasse com um raciocínio falacioso do tipo "A Bíblia é com certeza a Verdade Absoluta, e a prova disso é que está escrito nela que ela é a palavra verdadeira de Deus", eu, ao invés de parar para explicar o quê e porquê este raciocínio é uma Demonstração Circular - o que me consumiria uns bons três ou quatro parágrafos, para uma explicação completa e convincente - simplesmente diria: "Desculpe, este argumento é inválido, pois é uma Demonstração Circular (saiba porque, e o que é uma Demonstração Circular, aqui [link]). Por favor, corrija-o para que possamos continuar a discussão racionalmente".

Estes textos de natureza mais técnica ficarão catalogados na aba "Lógica", no menu da direita. São Links fixos. Desnecessário dizer: sempre que quiserem, podem se utilizar destas explicações, da mesma forma que eu, e desmascarar raciocínios tortos, vazios, absurdos, potestativos ou abusivos.

A lista de raciocínios sofísticos conterá alguns clássicos (já identificados por Aristóteles em seu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Refutações Sofísticas&lt;/span&gt; e por Schopenhauer em seu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dialética Erística&lt;/span&gt;, ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;'Como Vencer um Debate Sem Precisar Ter Razão&lt;/span&gt;') e algumas dezenas de adições próprias, que cataloguei em recentes discussões com experts na sublime arte de dialogar irracionalmente: será minha humilde contribuição a este fascinante, e nunca exaustivo, estudo da estupidez humana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14940320-113219764675633356?l=duvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14940320/posts/default/113219764675633356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14940320/posts/default/113219764675633356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://duvido.blogspot.com/2005/11/como-utilizar-este-blog.html' title='Como Utilizar este Blog'/><author><name>Douglas Donin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10151554364724990596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://site.gravatar.com/images/files/thumbs/9672.jpg?961953'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14940320.post-113223681253953017</id><published>2005-11-16T12:09:00.000-02:00</published><updated>2005-11-18T02:34:07.706-02:00</updated><title type='text'>Regressão Estatística / Tomar o Acidente por Alvo</title><content type='html'>Este pensamento é tão comum quanto irracional, embora não constitua, em alguns casos, uma falácia, por não estar ligado unicamente à mera lógica formal. Neste interessante e, muitas vezes, bastante complexo modelo defeituoso de raciocínio, toma-se um acidente, ou a realização de um evento qualquer, e institui-se que a produção daquele resultado específico, e não qualquer um dos outros possíveis, é motivo para perplexidade, ou para acreditar que uma mão invisível está manipulando a cadeia de eventos.

Em grande parte dos casos, ao pensar desta maneira, o utilizador deste raciocínio parte do pressuposto duvidoso de que há um resultado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;correto &lt;/span&gt;ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;esperado&lt;/span&gt;, que é justamente o que foi produzido. Assim, a cadeia de acontecimentos deveria ser guiada, através de um mar de chances desfavoráveis, para a produção exata deste resultado. Obviamente, o tal resultado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;correto &lt;/span&gt;ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;esperado &lt;/span&gt;só é identificado como tal depois que já ocorreu, no que não há mérito ou assombro algum.

Por exemplo: em uma roleta normal e balanceada, com 100 números distintos, a chance de que o número 42 seja o vencedor em uma jogada qualquer é de 1/100. No entanto, ao analisar o que foi sorteado após a jogada, um observador fica perplexo ao constatar que justamente aquele número sorteado, e não outro, foi o vencedor: esta perplexidade se dá apenas porque as chances daquele número específico eram poucas. Ele nega que, obrigatoriamente, qualquer outro resultado também teria 1/100 de chances de ocorrer, e que o mesmo raciocínio defeituoso que deu origem à perplexidade poderia ser aplicado a qualquer um dos resultados possíveis.

Aparentemente, este raciocínio torto, embora existente desde as origens da espécie humana, foi universal e amplamente difundido no século passado, no afã de negar a qualquer custo lógico a teoria da Evolução de Charles Darwin. Desde então, tem sido constantemente aprimorado, inclusive formando os alicerces místicos da crença do Design Inteligente:

“&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dizem que a evolução ocorre por acidente. No entanto, qual a chance de que, por acidente, um microorganismo se torne um ser humano? É irrisória! E nós somos seres humanos! Portanto, é óbvio que alguma força inteligente está por trás de nossa criação!&lt;/span&gt;” (o argumentador não prevê que o mesmo raciocínio poderia ser utilizado por qualquer resultado aleatório possível da organização de matéria orgânica, desde que este resultado seja complexo o suficiente a ponto de formular um pensamento tão elaborado).

Também é comum ouvir o seguinte:

“&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Uma prova da existência de Deus é justamente a água. Já observou a perfeição da água? Ela é líquida em uma faixa de temperaturas muito reduzida, que é exatamente a da Terra. Suas propriedades químicas são únicas, vejam suas pontes de hidrogênio. Se algo fosse mudado na água, ela seria completamente diferente. Uma substância assim miraculosa só pode ser obra de Deus!&lt;/span&gt;” (realmente: se a água tivesse uma só propriedade química mudada, já não seria mais água, e sim, outra substância, e o invocador desta idéia estaria falando a mesma coisa agora a respeito de tal composto. O mesmo raciocínio pode ser aplicado para glorificar as propriedades únicas de qualquer composto químico).

Um mais incomum, mas com estrutura idêntica, é:

“&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Se as propriedades atômicas fossem um pouco diferentes, os elétrons se perderiam das órbitas dos átomos, ou cairiam em direção ao núcleo. Seria inviável existir qualquer matéria no Universo! Mas não, o que observamos é exatamente uma fina harmonia, perfeita, e isso só pode ser obra inteligente de Deus!&lt;/span&gt;” (realmente, se fossem diferentes as propriedades atômicas a matéria não existiria de forma como a conhecemos hoje. No entanto, isso não prova nada: poderia existir outra organização estável, completamente diferente da nossa, com a energia condensada de outro modo, e o invocador desta idéia estaria glorificando a harmonia de tal organização de energia. Ou então, se não desse origem a uma organização estável, possivelmente o montante inicial de energia do universo, aplicando-se o princípio da conservação de energia, entraria em um ciclo de colapsos até dar origem a uma organização sustentável, na qual o raciocínio acima ainda assim seria aplicado).

Mais exemplos deste erro em prática:

“&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Você viu? Caiu um raio na cabeça do João! Entre todas as pessoas, logo o João! Sabe quais as chances disso acontecer? Deve haver uma força inteligente que planejou isso, pois as chances disso ocorrer ao acaso são mínimas!&lt;/span&gt;” (O pensamento também pode ser aplicado, intacto, a qualquer outro ponto de queda do raio, seja este ponto a cabeça do José, do Joaquim, ou uma árvore específica no meio de uma floresta).

“&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Existem quatro bilhões de mulheres no mundo, e eu me apaixonei justamente pela Janaína. Sabe qual a chance disso acontecer? Uma em quatro bilhões! Não é muito para ser simples coincidência?&lt;/span&gt;” (o mesmo raciocínio poderia ser usado caso me apaixonasse por qualquer outra mulher no planeta).

“&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Já notou que, de todos os trilhões de planetas do Universo, nascemos justamente aqui? Sabe quais as chances disso acontecer? É óbvio que uma coisa de chances tão remotas não acontece ao acaso!&lt;/span&gt;” (obviamente, um suposto habitante de qualquer um dos outros trilhões de planetas poderia pensar a mesma coisa de si mesmo).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14940320-113223681253953017?l=duvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14940320/posts/default/113223681253953017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14940320/posts/default/113223681253953017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://duvido.blogspot.com/2005/11/regresso-estatstica-tomar-o-acidente.html' title='Regressão Estatística / Tomar o Acidente por Alvo'/><author><name>Douglas Donin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10151554364724990596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://site.gravatar.com/images/files/thumbs/9672.jpg?961953'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14940320.post-113199988033694992</id><published>2005-11-15T05:23:00.000-02:00</published><updated>2005-11-15T05:54:01.906-02:00</updated><title type='text'>Arte e Hambúrgueres</title><content type='html'>Uma das mais importantes obras para os que se dedicam ao estudo da filosofia estética – embora não pela obra em si, mas pela situação que a cerca – é “O Hambúrguer Gigante”, de Claes Oldenburg. Trata-se de um gigantesco hambúrguer feito em lona e espuma de borracha, medindo um pouco menos de um metro e meio de altura, e um pouco mais de dois metros de comprimento. Há até uma fatia de pepino no topo da (na falta de classificação melhor) escultura.

&lt;a href="http://www.randomcrap.net/"&gt;&lt;img src="http://sv1.randomcrap.net/uploads/files/0/1972oldenburg-b342.jpg" alt="O Hambúrguer Gigante" /&gt;&lt;/a&gt;

Esta obra, exemplo do hiperrealismo típico do pop art, foi adquirida em 1967 pela Galeria de arte de Ontário, pelo valor de dez mil dólares, e colocada em exposição.

O inusitado vem a seguir: ao observar o titânico e inusitado sanduíche, alguns jovens estudantes de arte resolveram deixar seu toque pessoal na exposição. E qual o acompanhamento ideal para um hambúrguer? Certamente, uma garrafa de ketchup, foi o que pensaram. Assim confeccionaram, em cartolina, uma grande garrafa do condimento, para acompanhar o gigantesco sanduíche. Inclusive, deram um jeito de ali expor sua criação, sem o consentimento da direção da galeria.

Obviamente, esta iniciativa enfureceu os responsáveis pela exposição: a garrafa de ketchup foi arrancada quase imediatamente das proximidades do sanduíche (não sem antes fazer a festa da imprensa e se tornar uma atração à parte), mas o hambúrguer permanece em exposição até hoje.

Não vamos nos prender à discussão se o trabalho dos estudantes era ou não arte: indiscutivelmente tratava-se de um feito artístico, não só o aparato material que puseram ao lado do hambúrguer, mas todo o ato. Também esqueçamos a questão do apuro técnico na confecção da garrafa, e se o mesmo era digno de exposição em uma galeria ou não. Estas duas questões tornam duvidosa mesmo o mérito do hambúrguer de estar lá. O que interessa é: por que o hambúrguer foi aclamado e a garrafa dos estudantes rejeitada? O que torna um mais válido do que o outro? O que, afinal, diferencia uma obra da outra?

Alguém poderia argumentar que um foi feito por um artista importante, outro, por meros estudantes. Ora, isso é admitir que o valor artístico – pois comercial não se discute - de uma obra pode ser definido por algo externo a ela mesma (no caso, o status do autor). Assim, o valor artístico de um objeto não está nele mesmo: a arte é incompleta sem o contexto. Seria razoável admitir isto?

O valor, igualmente, pode estar na inovação: o hambúrguer era original, a garrafa, uma adição. Mas e todo o genial ato dos estudantes? Seria ou não arte? Uma grande obra de arte, da qual a garrafa de cartolina era somente uma parte?

Este é um caso interessante. Com certeza, os estudantes fizeram muito mais para a filosofia do que simplesmente uma garrafa de cartolina: forneceram um excelente ponto de partida, aos recém chegados, para uma investigação sobre o significado e os critérios de valoração da arte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14940320-113199988033694992?l=duvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14940320/posts/default/113199988033694992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14940320/posts/default/113199988033694992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://duvido.blogspot.com/2005/11/arte-e-hambrgueres.html' title='Arte e Hambúrgueres'/><author><name>Douglas Donin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10151554364724990596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://site.gravatar.com/images/files/thumbs/9672.jpg?961953'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14940320.post-113199993032376900</id><published>2005-11-14T18:24:00.000-02:00</published><updated>2005-11-18T02:36:05.753-02:00</updated><title type='text'>Irrefutabilidade</title><content type='html'>A dialética racional se dá em termos onde um lado apresenta argumentos ou teorias ao outro, para mútua consideração. Tais argumentos e teorias são tentativas de expor, por meio de sentenças, relações entre conceitos ou objetos. Assim, temos que uma teoria correta é aquela que estabelece relações verdadeiras entre os objetos que a integram, enquanto a incorreta prevê relações inexistentes ou imprecisas. Esta adequação, ou não, se dá por meios de testes: testes de coerência, testes lógicos, experimentação, apresentação de provas, confrontação com os fatos, entre outros.

Mas e quando um argumento não pode ser posto à prova? Quando ele não possui testabilidade? Quando a observação dos pressupostos do argumento, a relação entre os conceitos ou os próprios objetos é impossível? Quando a própria teoria admite como premissa ou verdade algo para o qual não há meio de teste?

Ora, um argumento ou teoria intestável é também imprestável para o discurso racional. Chamamos de isso de irrefutabilidade. Um argumento irrefutável é, automaticamente, inválido em uma discussão, pois não há nenhum fundamento sólido para justificarmos o eventual juízo de sua correção ou incorreção.

No entanto, alguns debatedores – intencional e maliciosamente, ou por simples deficiência lógica - costumam rechear seus discursos com argumentos resistentes à refutação, inclusive, utilizando-os como ponto de partida para teorias bastante extravagantes.

O vício da irrefutabilidade aparece, geralmente, sob duas principais encarnações: a irrefutabilidade por ignorância (ou por impossibilidade técnica) e por posicionamento privilegiado.

&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Irrefutabilidade por Ignorância (ou por Impossibilidade Técnica) &lt;/span&gt;

Neste tipo de irrefutabilidade, a impossibilidade de se testar a teoria é incorporada à mesma como próprio fundamento justificador. Na verdade, trata-se de uma descarada aplicação da &lt;a href="http://duvido.blogspot.com/2005/11/o-nus-da-prova.html"&gt;Inversão do Ônus da Prova&lt;/a&gt;, escorada em um indisfarçado &lt;a href="http://duvido.blogspot.com/2005/11/apelo-ignorncia.html"&gt;Apelo à Ignorância&lt;/a&gt;. Por suas características, é um dos pratos preferidos dos teóricos paranóicos conspiracionistas:

“&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os Illuminati Bávaros controlam os governos mundiais por meio de uma conspiração política secreta, e o fato de que isto nunca foi provado reflete o quanto esta organização é onipresente e poderosa, pois consegue abafar a mídia mundial e eliminar aqueles que a descobrem.&lt;/span&gt;”

Outras, onde só mudam os termos:

“&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O fato de que a existência de Deus nunca foi provada somente reflete Seu poder, e o quanto nós, seres humanos, somos impotentes e ignorantes perto dEle, que, onipresente, passa despercebido por nós.&lt;/span&gt;”

Mais dois:
“&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A existência de uma alma imortal, de natureza sobrenatural, é comprovada pela impossibilidade de aparelhos mundanos a registrarem, o que, de fato, é um indício evidente de que ela não faz parte do mundo físico.&lt;/span&gt;”

“&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Óbvio que o governo esconde a existência de extraterrestres de nós, e prova disso é o esquema de repressão e omissão de informações que impede que o povo saiba qualquer coisa a respeito.&lt;/span&gt;”

Aqui os argumentadores apoderam-se do próprio vício da teoria – a impossibilidade de ser posta em teste – e exibem-o como troféu. É difícil argumentar racionalmente nestes termos: geralmente, quem utiliza este tipo de pensamento o faz sob diversas camadas de crenças infundadas ou sem suporte racional algum.

Uma tática que pode se mostrar útil é revelar que, pela simples aplicação dos argumentos, alguém defendendo uma idéia paralela – se possível, da qual o proponente discorde - pode ter o mesmo poder de convencimento.


&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Irrefutabilidade por Posicionamento Privilegiado&lt;/span&gt;

Aqui, os argumentos de um lado são, de antemão, admitidos como confiáveis por uma qualidade inerente ao próprio argumentador, enquanto os argumentos do adversário são desqualificados pela discordância com esta qualidade. Geralmente, partem de algum tipo de &lt;a href="http://duvido.blogspot.com/2005/11/ataque-pessoal-argumentum-ad-hominem.html"&gt;Ataque Pessoal&lt;/a&gt;.

Exemplos:

“&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Aqueles que duvidam que minha religião é a Verdade Absoluta, a Vontade de Deus, com certeza são satanistas, logo, suas opiniões não devem ser consideradas, pois são blasfemas.&lt;/span&gt;”

Outro exemplo:

“&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os que atacam o pensamento de Marx são burgueses, criados em escolas burguesas, com um modo de vida burguês e interesses burgueses. Logo, seus argumentos são contaminados demais por seus interesses capitalistas para serem considerados seriamente.&lt;/span&gt;”

Aqui a tarefa de argumentar é, em muitos casos, estéril: o pensamento está tão fechado em si mesmo, que não aceita nenhuma influência externa. Todo o argumento, independente do mérito, é descartado como inválido antes mesmo de ser ouvido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14940320-113199993032376900?l=duvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14940320/posts/default/113199993032376900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14940320/posts/default/113199993032376900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://duvido.blogspot.com/2005/11/irrefutabilidade.html' title='Irrefutabilidade'/><author><name>Douglas Donin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10151554364724990596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://site.gravatar.com/images/files/thumbs/9672.jpg?961953'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14940320.post-113174319280361357</id><published>2005-11-11T19:06:00.000-02:00</published><updated>2005-11-13T17:08:36.303-02:00</updated><title type='text'>O Ônus da Prova</title><content type='html'>Como regra geral, ao atribuir valor de verdade a algo, recai sobre nós a tarefa de provar que esta alegação é verdadeira. Chamamos esta obrigação de Ônus da Prova. É uma ferramenta essencial da análise lógica que define que, quando uma pessoa faz uma afirmação, ela deve também ser capaz de oferecer argumentos, indícios e provas que a justifiquem.

Por exemplo: se postulamos que "Papai Noel existe", quem deve oferecer provas da existência desta criatura mítica somos nós, que oferecemos tal hipótese. Da mesma forma, se o leitor afirma que "existe vida fora da Terra", é sobre ele que recai o ônus da prova.

Uma tática bastante utilizada por argumentadores deficientes - ou que desejam maliciosamente manipular a platéia - é a Inversão do Ônus da Prova. Esta clássica falácia consiste em oferecer uma hipótese qualquer (por exemplo, "Papai Noel existe"), e subseqüentemente alegar que aquele que deve provar a sua falsidade é o ouvinte. Diante da incapacidade do ouvinte em oferecer prova, oferecem – geralmente com um sorriso de triunfo - a falsa conclusão de que, como não foi provada a falsidade, a hipótese é obrigatoriamente verdadeira. Esta tática é particularmente comum nos debates com adeptos do misticismo religioso.

Para evitar que isto ocorra, é necessário estabelecer alguns critérios lógicos para definir de quem é o ônus da prova em uma argumentação racional. Muitas vezes, sem mesmo que percebamos, somos vítimas da inversão hábil do ônus da prova, atribuindo ao interlocutor errado a tarefa de provar que o que está falando é verdade. Isto certamente pode resultar em uma conclusão falsa acerca do assunto. 

Uma opinião comum (e insatisfatória) diz que, para resolver o problema do ônus, simplesmente, quem oferece a hipótese deve prová-la: obrigatoriamente quem introduz uma hipótese na discussão deve provar sua teoria. Basicamente, está certo, em uma primeira e superficial análise. No entanto, como tratar aquela opinião inicial que, mesmo sendo coerente e aceitável, não possui de meios de prova?

Por exemplo, eu posso iniciar uma discussão dizendo que os seres vivos do planeta Terra são baseados no carbono. No entanto, apesar de ser uma afirmação fundamentada em toda a nossa observação científica habitual, que já catalogou milhares e milhares de seres vivos baseados no carbono e nenhum baseado, digamos, no silício, não posso afirmar categoricamente e de maneira definitiva que todos os seres vivos da Terra são baseados no carbono simplesmente porque eu não conheço absolutamente todos os seres vivos do planeta Terra.

Seria justo, neste caso, que o ônus da prova caísse sobre mim, apenas porque iniciei a discussão? Por certo que não: a atribuição da obrigação de provar não é tão simplória. Para resolver este problema existem dois critérios bem mais satisfatórios: o critério da Presunção de Normalidade e o critério do Ônus Incidente sobre a Origem da Inovação.

&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O critério da Presunção de Normalidade&lt;/span&gt;

Pelo Critério da Presunção de Normalidade, criamos uma bastante razoável suposição: tudo se desenrola de maneira normal, habitual, de acordo com o observado na ampla maioria dos casos, até que se prove o contrário. Assim, quem deve oferecer prova de algo é quem institui a exceção, o improvável, o raro, e não quem alega o normal observável. Assim, se uma pessoa alega que "não existem primatas que colocam ovos" e outra diz, em resposta, que "existem primatas que coloquem ovos", o ônus da prova recai sobre a alegação deste último, mesmo tendo o primeiro oferecido a tese inicial, simplesmente porque a segunda é uma exceção alegada a uma regra que, até onde se sabe, é extensiva a todos os casos.

Por conseqüência lógica e quase gramática, temos que, por este critério, sempre recai a obrigação de provar suas alegações sobre aqueles que alegam existir o sobrenatural – inferno, além, vampiros, fadas, unicórnios, espíritos, milagres - simplesmente por que isto é não-natural, incomum, até hoje observado ou não registrado por meios confiáveis. E não o contrário, como alegam certos místicos e religiosos, que o sobrenatural existe porque os críticos não conseguiram provar até hoje sua não-existência.

&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O critério do Ônus Incidente sobre a Origem da Inovação&lt;/span&gt;

O segundo critério, acessório da Presunção de Normalidade, é o do Ônus Incidente sobre a Origem da Inovação. Trata-se, aqui, de estabelecer que não importa o quão tradicional, difundida ou aceita atualmente é uma afirmação se, desde o momento que a hipótese surgiu, não foram fornecidos indícios de sua validade.

Este critério pressupõe que uma anormalidade (uma hipótese extravagante) ou uma exceção podem, muito bem, tornar-se o pensamento comum e mais aceito de uma comunidade por imposição física, religiosa, ideológica, legal, ou por limitações tecnológicas, falhas de entendimento ou maior potencial estético/emocional da idéia proposta.

Por exemplo, na Idade Média, a supertição cristã tornou quase universalmente aceita a idéia da existência de Inferno, Céu, anjos e demônios. Não há como aplicar simplesmente o critério da Presunção de Normalidade neste caso: ele pesa exatamente sobre a parte indevida, pois uma idéia ou conceito pode passar de “normal” a “anormal”, de “comum” a “incomum”, ao sabor do momento histórico.

Por isso, o critério do Ônus Incidente sobre a Origem da Inovação determina que o momento onde deve ser analisada a normalidade, habitualidade ou conformidade de uma hipótese é exatamente o momento do surgimento da idéia. Isso impede que uma idéia extravagante escape do crivo da razão e da análise racional no momento de sua proposição e, ao obter artificialmente valor de verdade por aceitação popular simples, inverta indevidamente o ônus da prova.

Um exemplo é a alegação “a homeopatia é capaz de curar doenças”. Mesmo sendo a homeopatia uma crença tradicional e, de certa forma, bastante comum na nossa sociedade, desde que foi proposta nunca foi devidamente comprovada como tratamento eficaz. Nota-se que aqui o critério da Presunção da Normalidade é de limitada aplicação, já que um defensor da homeopatia pode alegar, com certa razão, que a prática da homeopatia é bastante difundida (não sendo, portanto, rara ou incomum) e que são creditados a ela supostos efeitos curativos por uma significativa parcela das pessoas. No entanto, embora comum e difundida ainda faltam, neste caso, indícios que levem a acreditar que ela funcione.

Lembramos, no momento da proposição da hipótese de toda idéia sobrenatural (uma divindade, uma dimensão infernal, fadas, elfos, monstros místicos) a regra de normalidade é sempre o fato natural simples, o fenômeno observável, o direto, o visível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14940320-113174319280361357?l=duvido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14940320/posts/default/113174319280361357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14940320/posts/default/113174319280361357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://duvido.blogspot.com/2005/11/o-nus-da-prova.html' title='O Ônus da Prova'/><author><name>Douglas Donin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10151554364724990596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://site.gravatar.com/images/files/thumbs/9672.jpg?961953'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14940320.post-113366522724680754</id><published>1990-10-04T00:59:00.000-03:00</published><updated>2005-12-04T01:54:59.106-02:00</updated><title type='text'>Igreja Universal do Reino de Deus</title><content type='html'>&lt;a href="http://duvido.blogspot.com/2005/12/vdeo-aula-aprenda-enganar-com-edir.html"&gt;Vídeo-aula: Aprenda a Enganar com Edir Macedo&lt;/a&gt;
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